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Eufrásia Teixeira Leite: a pioneira que desafiou normas e transformou fortuna em filantropia

Eufrásia Teixeira Leite, pioneira na bolsa de Paris, deixou um legado filantrópico e gerou polêmica com seu testamento, beneficiando instituições sociais.

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Eufrásia Teixeira Leite, uma aristocrata brasileira que viveu entre 1850 e 1930, deixou uma fortuna de cerca de R$ 1 bilhão, que foi destinada a instituições sociais em seu testamento. Sem herdeiros diretos, ela decidiu beneficiar obras assistenciais em Vassouras, no Rio de Janeiro, e em Paris, onde passou boa parte da vida. Eufrásia foi uma das primeiras mulheres a investir na bolsa de valores de Paris, desafiando as normas de sua época. Seu pai a educou em matemática financeira e negócios, o que a ajudou a multiplicar a fortuna que herdou. Após a morte de seus pais, Eufrásia e sua irmã mudaram-se para Paris, onde ela se tornou uma investidora respeitada, utilizando homens de confiança para gerenciar seus investimentos. Ela teve um relacionamento longo, mas não se casou, o que reforçou sua independência. Após sua morte em 1928, seu testamento gerou polêmicas familiares, com acusações de falsificação. A herança foi administrada por primos advogados e beneficiou instituições como a Santa Casa de Misericórdia de Vassouras, mas a disputa judicial durou sete anos até que sua vontade fosse respeitada.

A aristocrata Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930) deixou uma fortuna avaliada em R$ 1 bilhão, beneficiando instituições sociais em seu testamento. Sem herdeiros diretos, sua herança foi destinada a obras assistenciais em Vassouras, Rio de Janeiro, e Paris, onde viveu grande parte da vida.

Eufrásia destacou-se como pioneira na bolsa de valores de Paris, desafiando as normas de gênero da época. Educada por seu pai em matemática financeira e negócios, ela soube multiplicar a fortuna herdada, investindo em setores como ferrovias e bancos. A antropóloga Priscila Faulhaber ressalta que sua educação foi incomum para mulheres do século dezenove.

Após a morte de seus pais, Eufrásia e sua irmã mudaram-se para Paris, onde ela se tornou uma investidora respeitada. Utilizando prepostos homens, Eufrásia mantinha controle sobre seus investimentos, destacando-se em um ambiente predominantemente masculino. Seu relacionamento com Joaquim Nabuco, que não resultou em casamento, reforçou sua busca por independência.

O testamento de Eufrásia gerou polêmicas familiares, com acusações de falsificação. Após sua morte, em 1928, seus primos advogados foram encarregados de administrar a herança, que beneficiou instituições como a Santa Casa de Misericórdia de Vassouras. A luta judicial durou sete anos, mas a vontade da aristocrata foi finalmente respeitada.

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