Um cão chamado Shinga ajudou a prender um caçador furtivo no Zimbábue. Ele seguiu o criminoso por 4,5 quilômetros após encontrar uma carcaça de javali na reserva Imire Rhino and Wildlife Conservancy. Essa ação mostra como cães treinados podem ajudar a combater a caça ilegal. A ONG Dogs4Wildlife, que treina esses cães, já enviou quinze deles para cinco países da África desde 2015. Os treinadores usam métodos especiais para preparar os cães, expondo-os a diferentes sons e cheiros de animais selvagens. Após um treinamento de dezesseis a dezoito meses, os cães são enviados para suas missões. O gerente da reserva, Reilly Travers, afirma que os cães podem rastrear a uma velocidade de até 10 quilômetros por hora e ajudam a reduzir a caça ilegal. Apesar desses esforços, a caça continua sendo um grande problema, com quase 600 rinocerontes mortos em 2023, segundo a Save the Rhino. A Dogs4Wildlife planeja abrir uma escola de treinamento na África para educar sobre a conservação.
Cão farejador ajuda a capturar caçador furtivo no Zimbábue
Um caçador furtivo foi preso no Zimbábue graças à ajuda de Shinga, um cão da raça Belgian Malinois. O animal rastreou o criminoso por 4,5 quilômetros, após a descoberta de uma carcaça de javali e vestígios do crime na reserva de Imire Rhino and Wildlife Conservancy. A ação demonstra o impacto positivo de cães treinados no combate à caça ilegal.
A iniciativa de treinar cães para proteger a vida selvagem é da organização não governamental Dogs4Wildlife, sediada no País de Gales. Fundada em 2015, a ONG já enviou quinze cães para cinco países da África Subsaariana, incluindo Moçambique e Tanzânia. O objetivo é auxiliar unidades de combate à caça ilegal (APUs) na proteção de espécies ameaçadas.
Os treinadores Darren Priddle e Jacqui Law combinam sua experiência no desenvolvimento de cães para polícia e segurança com o amor pela vida selvagem. Eles utilizam métodos de imprinting precoce, expondo os filhotes a diferentes estímulos desde os primeiros dias de vida, para otimizar o aprendizado. O treinamento foca em obediência, rastreamento e detecção de odores de produtos ilegais, como chifres de rinoceronte e marfim.
Cães se adaptam a sons e cheiros da fauna africana
Para preparar os cães para o ambiente africano, eles são expostos a sons e cheiros de animais selvagens, como leões e girafas, em visitas a zoológicos. Após dezesseis a dezoito meses de treinamento, os cães são enviados para suas novas missões, acompanhados pelos treinadores para garantir a adaptação e o bem-estar animal.
O gerente da reserva de Imire, Reilly Travers, destaca a importância dos cães na segurança da área. Segundo ele, os animais conseguem cobrir até 10 quilômetros por hora no rastreamento, mesmo no escuro, e alertam sobre ameaças, como caçadores e predadores. A presença dos cães tem um efeito dissuasor, reduzindo significativamente a caça ilegal na região.
População de rinocerontes africanos ainda enfrenta ameaças
Apesar dos esforços de conservação, a caça ilegal continua sendo uma ameaça para os rinocerontes africanos. Em 2023, foram registrados quase 600 casos de animais mortos, segundo a organização Save the Rhino. A perda de rinocerontes afeta todo o ecossistema, prejudicando a vegetação e outros animais. A Dogs4Wildlife busca expandir seu trabalho, com o objetivo de abrir uma escola de treinamento de cães na África, e educar as futuras gerações sobre a importância da conservação.
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