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Angelo Mortellaro preserva a tradição da fabricação de papel de papiro em Siracusa

Angelo Mortellaro, último fabricante de papel de papiro na Sicília, luta contra poluição e mudanças climáticas para preservar essa arte milenar.

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Angelo Mortellaro é um dos últimos fabricantes de papel de papiro na Sicília e enfrenta desafios como poluição e mudanças climáticas que ameaçam essa planta e sua tradição. Ele colhe papiro em sua fazenda perto de Siracusa, onde a planta cresce em abundância. Mortellaro aprendeu a fazer papel de papiro com seu avô e, após 40 anos, é um dos poucos que ainda mantém essa arte viva. O papiro, que já foi um símbolo do Egito, agora é encontrado apenas em alguns rios, como o Ciane, que está ameaçado por poluição e secas. Mortellaro se adaptou vendendo seu papel para turistas e realizando oficinas, mas a mudança climática e a poluição dificultam seu trabalho. Ele acredita que é importante preservar tanto a planta quanto a tradição de fabricação de papel, e realiza passeios educativos para ensinar as novas gerações sobre essa arte.

Angelo Mortellaro, um dos últimos fabricantes de papel de papiro na Sicília, enfrenta desafios significativos em sua atividade. A poluição e as mudanças climáticas ameaçam a planta histórica, que já foi um símbolo do Egito e agora se restringe a poucos locais, como o rio Ciane, em Siracusa.

Mortellaro, que herdou a tradição de seu avô, colhe papiro em sua fazenda, um dos últimos oásis da planta na região. Ele utiliza técnicas de fabricação que datam de mais de cinco mil anos, cortando os caules e tecendo tiras para criar folhas de papel. A poluição do rio Ciane, causada por escoamento agrícola e resíduos industriais, compromete o ecossistema local e, consequentemente, a produção de papiro.

O cultivo de papiro na Sicília foi revitalizado no século 18, mas hoje enfrenta um declínio acentuado. Mortellaro observa que, na década de 1970, a produção egípcia de papel de papiro, embora de qualidade inferior, prejudicou os artesãos locais. Atualmente, ele vende seu produto principalmente para turistas e realiza oficinas para ensinar a arte da fabricação de papel.

As mudanças climáticas têm intensificado secas na região, dificultando o crescimento do papiro. Mortellaro e o hidrobiólogo Nic Pacini alertam que a remoção do papiro do seu habitat natural pode tornar o ecossistema mais vulnerável a flutuações climáticas. Apesar de iniciativas locais para proteger o rio, ambos acreditam que são necessárias ações mais efetivas para preservar tanto a planta quanto a tradição de sua fabricação.

Mortellaro se dedica a compartilhar seu conhecimento com as novas gerações, realizando passeios e oficinas em sua fazenda. “A empolgação deles quando veem as plantas e fazem papel é a parte mais gratificante do meu trabalho,” afirma. Ele busca garantir que a arte de fabricar papel de papiro continue viva, mesmo diante dos desafios contemporâneos.

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