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Solidariedade humana se destaca em crises, desafiando o mito do pânico coletivo

Solidariedade em crises desafia o mito do pânico: estudos mostram que, em emergências, a ajuda mútua é a norma, não o caos.

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Em situações de crise, a solidariedade prevalece sobre o egoísmo, segundo estudos recentes. Uma pesquisa do Centro de Pesquisa Sociológica (CIS) da Espanha revelou que 88,2% dos espanhóis observaram comportamentos positivos em crises, desafiando a ideia de que o pânico domina.

Cenários de emergência, como o apagão na Península Ibérica, mostram que as pessoas tendem a ajudar umas às outras. Em vez de se tornarem agressivas, muitos oferecem apoio, como compartilhar pilhas com vizinhos desconhecidos. A escritora Rebecca Solnit, em seu ensaio “Um Paraíso Construído no Inferno”, argumenta que a mídia e filmes de desastre frequentemente retratam as pessoas como histéricas, ignorando a realidade da solidariedade.

O psicólogo Lidia Rupérez destaca que a ajuda mútua ajuda a recuperar o controle emocional em crises. O sociólogo Stephen Reicher, da Universidade de St. Andrews, afirma que o mito do pânico ignora o fato de que mais pessoas morrem por reações inadequadas em emergências. Ele observa que a cooperação é uma norma humana, evidenciada em desastres passados, como os atentados de Madrid e Oklahoma.

A história mostra que, após desastres, a solidariedade tende a aumentar. Durante o terremoto e tsunami no Japão em 2011, a maioria das pessoas se uniu em vez de saquear. Em situações de crise, a percepção de injustiça pode gerar descontentamento, mas a resposta inicial geralmente é de ajuda mútua.

A falta de informação durante crises, como o apagão recente, pode aumentar a ansiedade. O CIS revelou que 60% dos espanhóis sentiram falta de informações claras. A confiança interpessoal é alta na Espanha, mas a confiança nas autoridades é menor, o que pode afetar a resposta da população em situações de emergência.

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