A urbanização tem afastado as pessoas da natureza, tornando o acesso a espaços verdes nas cidades mais difícil. Ellen Miles, uma ativista ambiental de Londres, fundou a campanha “Nature Is a Human Right” para garantir que todos tenham acesso a áreas verdes. Cansada da lentidão das mudanças institucionais, ela decidiu agir por conta própria, plantando flores em lugares abandonados e esquecidos da cidade. Durante a pandemia, ela e seus vizinhos começaram a se reunir aos domingos para transformar cantos negligenciados do bairro de Hackney em pequenos jardins. Embora o plantio em terrenos públicos sem permissão não seja totalmente legal, as autoridades geralmente não se importam, desde que não causem problemas. O movimento de jardinagem guerrilheira, que começou na década de 1970, se espalhou pelo mundo e ganhou força nas redes sociais, onde Miles compartilha suas experiências e ensina outras pessoas a se envolverem. Ela acredita que ter acesso a espaços verdes é essencial para a saúde mental e física das pessoas. Estudos mostram que passar tempo em áreas verdes melhora o bem-estar e reduz problemas como hiperatividade em crianças. Miles incentiva todos a participarem, sugerindo que plantem flores nativas e se unam em grupos para fazer a diferença. Ela imagina um futuro onde as cidades sejam mais verdes, com plantas em calçadas e telhados.
A urbanização crescente tem gerado uma desconexão entre as pessoas e a natureza, limitando o acesso a espaços verdes nas cidades. Para combater essa realidade, a ativista ambiental Ellen Miles, de trinta e um anos, fundou a campanha “Nature Is a Human Right” em 2020, buscando garantir o acesso diário a áreas verdes como um direito humano. Frustrada com a lentidão das mudanças institucionais, Miles decidiu agir de forma prática, tornando-se uma guerrilheira jardineira.
Miles utiliza sementes e ferramentas para transformar espaços urbanos negligenciados em áreas verdes. Essa forma de ativismo urbano, chamada de guerrilla gardening, envolve o plantio em locais como calçadas, terrenos abandonados e beiras de estrada. Durante a pandemia de Covid-19, quando o acesso a parques foi restrito, ela e seus vizinhos começaram a se reunir aos domingos para plantar flores em cantos esquecidos do bairro Hackney, em Londres.
Embora o guerrilla gardening não seja tecnicamente legal, as autoridades frequentemente ignoram essas ações, desde que não causem danos. O movimento, que remonta à década de 1970, ganhou força globalmente, com exemplos como Ron Finley, o “Gangsta Gardener” de Los Angeles. Miles tem utilizado plataformas como TikTok para divulgar suas iniciativas, mostrando o processo de plantio e engajando um público jovem cada vez mais consciente sobre questões ambientais.
Estudos indicam que o acesso a espaços verdes é crucial para a saúde mental e física. Uma pesquisa da Universidade de Exeter revelou que pessoas que passam ao menos cento e vinte minutos por semana em áreas verdes apresentam melhor bem-estar. Miles enfatiza que qualquer um pode participar do movimento, incentivando a comunidade a plantar flores nativas. Além disso, ela oferece um curso online gratuito sobre o tema, atraindo mais de trezentos participantes.
A visão de Miles é de um ambiente urbano mais verde e acessível. Ela sugere que calçadas sejam adornadas com arbustos e prédios cobertos por plantas, promovendo um estilo de vida mais saudável e sustentável.
Entre na conversa da comunidade