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Astrologia é considerada pseudociência e gera debates sobre suas crenças e impactos

Astrologia atrai mulheres e comunidades LGBT, revelando busca por controle em vidas marcadas por marginalização, segundo pesquisa da Pew Research.

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Enquanto trabalhava no Planetário de São Paulo, um repórter quis escrever sobre astrologia. O diretor do planetário explicou que a astrologia é uma pseudociência e que o local deveria separar ciência de crença. O repórter, no entanto, queria apresentar a astrologia como algo científico. Para ilustrar, eu perguntei seu signo e ele disse que era Libra, mas ao recriar o céu do dia do seu nascimento, descobrimos que o Sol estava em Virgem. Isso o surpreendeu e ele desistiu da matéria. Esse fenômeno é explicado pela precessão dos equinócios, um movimento da Terra que faz com que a posição das estrelas mude ao longo do tempo. Hoje, aplicativos como o Stellarium podem mostrar a posição dos astros em qualquer data. Astrólogos afirmam que a astrologia usa uma divisão fixa do céu, mas isso levanta questões sobre a relação entre os signos e as constelações. Uma pesquisa da Pew Research revelou que mulheres e comunidades LGBT acreditam mais em astrologia, buscando controle em suas vidas. Esses grupos, muitas vezes marginalizados, são mais vulneráveis a superstições, em parte devido à falta de controle que sentem. Embora ler horóscopos possa parecer uma brincadeira, algumas pessoas levam isso a sério, usando a astrologia para decisões importantes, o que pode ser problemático.

A pesquisa da Pew Research revelou que mulheres e comunidades LGBT têm maior crença em astrologia, refletindo uma tendência de aceitação entre grupos marginalizados. Esses indivíduos buscam formas de controle em suas vidas, o que pode explicar a adesão a práticas astrológicas.

O diretor do Planetário de São Paulo, Fernando Nascimento, destacou que a astrologia é uma pseudociência e que instituições científicas devem separar crença de ciência. Um episódio curioso ocorreu quando um repórter, que acreditava fortemente em seu signo, foi surpreendido ao descobrir que seu Sol estava em Virgem no momento de seu nascimento, e não em Libra, como pensava.

A pesquisa da Pew, divulgada em maio, mostra que a crença na astrologia não mudou significativamente desde 2017, mas agora inclui a comunidade LGBT. Populações marginalizadas, como hispânicos e negros, também estão mais inclinadas a acreditar nos astros. Especialistas sugerem que isso pode estar relacionado a um viés de disponibilidade e à busca por sensação de controle.

A astrologia é frequentemente vista como uma brincadeira, mas seu uso se estende a decisões importantes. Algumas empresas utilizam a astrologia em processos de recursos humanos, e há pessoas que alteram datas de parto para escolher o signo dos filhos. É essencial que os interessados tenham clareza sobre o que estão considerando ao buscar essas orientações.

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