Recentes publicações de autores como Stefan Klein e Eva Morell abordam a importância da lentidão e do silêncio em um mundo acelerado. As obras destacam a necessidade de desconexão e a busca por uma vida mais consciente, especialmente após a pandemia. Klein, em seu livro *El tiempo* (2024), argumenta que cada pessoa possui um ritmo […]
Recentes publicações de autores como Stefan Klein e Eva Morell abordam a importância da lentidão e do silêncio em um mundo acelerado. As obras destacam a necessidade de desconexão e a busca por uma vida mais consciente, especialmente após a pandemia.
Klein, em seu livro *El tiempo* (2024), argumenta que cada pessoa possui um ritmo interno que não se alinha com a medição do tempo convencional. Ele observa que, durante um apagão em Espanha, muitos sentiram a passagem do tempo de forma diferente, revelando a necessidade de parar e refletir. A autora Begoña Gómez Urzaiz, em *El País Semanal*, menciona que o frenesi durante a quarentena foi uma tentativa de preencher horas vazias e buscar validação nas redes sociais.
A Redefinição do Tempo
Após o confinamento, muitos perceberam o valor de desacelerar. Fabián León, da *FU. BA*, enfatiza que sua panificação busca promover uma experiência de calma consciente. Para ele, o pão é uma conexão com algo profundo e atávico. Morell, em seu livro *Refugio* (2025), explora a cabaña como um símbolo de pausa e reconexão com a natureza, destacando que a desconexão se tornou essencial.
A autora Rebecca Solnit, em *El camino inesperado* (2025), defende que a lentidão requer compromisso e perseverança. Morell observa um aumento nas buscas sobre como desconectar-se do celular e da rotina. Ela atribui essa necessidade a Jenny Odell, que propõe a ideia de “não fazer nada” como uma forma de resistência ao modelo produtivo.
A Crítica à Produtividade
Miguel Navarro, em *Manifiesto para la calma* (2025), critica a confusão entre produtividade e a realização de múltiplas tarefas. Ele argumenta que a verdadeira produtividade está em fazer melhor, não em fazer mais. O ensaísta Pedro Bravo, em *Silencio* (2024), ressalta que a pressa é uma característica da sociedade atual, que gera ansiedade e problemas de saúde mental.
Morell concorda que o silêncio se tornou um luxo e uma forma de resistência. Em um mundo que valoriza a velocidade, a busca por momentos de calma e reflexão se torna cada vez mais necessária. A desconexão, portanto, é vista como um caminho para recuperar a qualidade de vida e a conexão com o essencial.
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