Recentemente, uma análise crítica trouxe à tona o etarismo como um preconceito sutil que invisibiliza mulheres maduras na sociedade e na mídia. O debate destaca a hipocrisia em torno do discurso de sororidade, que muitas vezes exclui aquelas com mais de 35 anos. A reflexão aponta que, apesar de um suposto avanço na aceitação de […]
Recentemente, uma análise crítica trouxe à tona o etarismo como um preconceito sutil que invisibiliza mulheres maduras na sociedade e na mídia. O debate destaca a hipocrisia em torno do discurso de sororidade, que muitas vezes exclui aquelas com mais de 35 anos.
A reflexão aponta que, apesar de um suposto avanço na aceitação de diferentes corpos e idades, o ideal de beleza ainda é dominado pela juventude. Mulheres mais velhas frequentemente se tornam figurantes em ambientes sociais, ignoradas por gerações mais novas. A autora da análise compartilha sua experiência em um evento com jornalistas e influenciadores, onde se sentiu invisível, enquanto as mulheres mais jovens a ignoravam.
O etarismo é descrito como um preconceito democrático, pois afeta a todos, mais cedo ou mais tarde. A exclusão se manifesta de forma discreta, através de elogios que desmerecem a idade ou pela ausência de modelos femininos mais velhos em campanhas publicitárias. A análise conclui que o feminismo que descarta mulheres maduras é, na verdade, uma forma de machismo disfarçado.
A autora enfatiza que a invisibilidade das mulheres mais velhas é um problema que precisa ser enfrentado. O reconhecimento da trajetória e da estética dessas mulheres é essencial para uma verdadeira sororidade. A reflexão termina com um alerta: a exclusão é sorrateira e pode atingir a todos, um dia.
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