A relação entre o autor e sua Tia Cy, que perdurou por quase 30 anos, é marcada por uma profunda admiração e amizade. O autor reflete sobre a influência que ela exerceu em sua vida, destacando que, embora não saiba se a tia sentia a mesma satisfação, sempre teve orgulho de sua amizade. Ele menciona […]
A relação entre o autor e sua Tia Cy, que perdurou por quase 30 anos, é marcada por uma profunda admiração e amizade. O autor reflete sobre a influência que ela exerceu em sua vida, destacando que, embora não saiba se a tia sentia a mesma satisfação, sempre teve orgulho de sua amizade. Ele menciona a leitura de um livro da filósofa Julia Kristeva, que o faz lembrar das cartas que trocou com Tia Cy, uma mulher que desafiou os padrões de sua época ao estudar sociologia em São Paulo nos anos 1960.
A conexão entre as ideias de Kristeva e as reflexões de Tia Cy é evidente, pois ambas compartilham uma perspectiva feminina e intelectual. O autor destaca que a tia era uma feminista e uma pensadora, que frequentemente escrevia sobre filosofia e psicanálise. Ele se recorda de como Tia Cy foi sua primeira interlocutora literária, com quem discutiu diversos temas ao longo dos anos.
O autor parafraseia Kristeva ao abordar a dor do luto, enfatizando que um estrangeiro enfrenta um sofrimento único, pois seus entes queridos são sepultados em outra língua. Essa experiência de luto à distância é descrita como profunda e vazia, marcada pela ausência de rituais e celebrações. A saudade de Tia Cy é palpável, e o autor menciona que, apesar de não ter conseguido escrever uma carta para ela com sua nova máquina de escrever, as memórias e histórias que compartilharam permanecem vivas em sua mente.
Por fim, o autor recorda a data de nascimento de Tia Cy, 15 de junho de 1939, e sua morte em 15 de janeiro. Ele reflete sobre a importância das cartas e dos livros que ela lhe deixou, que agora fazem parte de sua biblioteca pessoal, perpetuando a memória da tia em sua vida.
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