Na primeira semana de aulas do ensino médio, o Colégio Santa Cruz, em São Paulo, suspendeu 34 alunos por envolvimento em casos de bullying virtual. Os estudantes, do segundo e terceiro ano, foram acusados de assediar os novatos em um grupo de WhatsApp chamado “Drinha”, que inicialmente servia para organizar partidas de futebol. As agressões […]
Na primeira semana de aulas do ensino médio, o Colégio Santa Cruz, em São Paulo, suspendeu 34 alunos por envolvimento em casos de bullying virtual. Os estudantes, do segundo e terceiro ano, foram acusados de assediar os novatos em um grupo de WhatsApp chamado “Drinha”, que inicialmente servia para organizar partidas de futebol. As agressões incluíam ameaças físicas e mensagens de conteúdo racista e sexista, como uma que dizia: “Vou te estuprar em cima de um porco seu preto filho da p…”.
Diante da gravidade da situação, a direção do colégio convocou uma reunião emergencial com os pais e leu partes das mensagens ofensivas para os alunos. Em um comunicado, a escola expressou sua indignação e tristeza em relação aos atos, afirmando que tais comportamentos ferem os valores da instituição. A direção também destacou que as apurações estão em andamento e que medidas educacionais estão sendo implementadas.
O colégio, que possui mensalidade de R$ 6.720, enfatizou a importância da parceria com as famílias para enfrentar a violência nas relações entre os alunos. Além disso, a escola está promovendo reuniões para conscientizar os estudantes sobre a gravidade das agressões. As mensagens trocadas no grupo revelaram um ambiente de hostilidade que se tornou insustentável.
O caso gerou repercussão e levantou questões sobre a cultura escolar e a necessidade de um ambiente seguro para todos os alunos. O Colégio Santa Cruz, fundado em 1952 por padres canadenses, reafirmou seu compromisso com o respeito ao ser humano e lamentou profundamente os incidentes ocorridos.
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