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Como ensinar os filhos a desejar o bem: dicas e caminhos

Pais devem guiar crianças a desejar o bem por motivações internas, indo além de prêmios e castigos para desenvolver justiça e responsabilidade

Se ajudarmos nossos filhos a desenvolverem as quatro virtudes cardeais, vamos recorrer menos a reforços externos.| (Foto: Marina Montoya/Unsplash)
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  • Mary Cooney, mãe de seis filhos, usa prêmios e castigos, mas reconhece que a estratégia funciona apenas até certa idade.
  • Com o amadurecimento, é preciso que as crianças entendam os motivos por trás de pedidos, não apenas obediência externa.
  • A partir dos sete anos, é indicado explicar razões; aos nove, discutir justiça e tarefas domésticas; aos onze, enfatizar responsabilidade e senso de honra.
  • Para adolescentes, quatro perguntas guiam decisões justas, responsáveis, prudentes e movidas pela caridade (com uma quinta sobre a vontade de Deus, se houver dimensão espiritual). O objetivo é desenvolver as quatro virtudes cardeais — justiça, temperança, prudência e fortaleza — para motivações interiores.

Mary Cooney, mãe de seis filhos, defende que educar apenas com prêmios e castigos não forma crianças maduras. Em seu blog, ela explica por que é preciso ir além da obediência externa para estimular a interiorização do bem.

Segundo Cooney, há dias em que se vê como castigadora, aplicando consequências para cada ato. Mesmo cansada, esse método costuma funcionar até certo ponto, mas não é suficiente para a formação de valores duradouros.

Ela aponta que depender de recompensas pode fazer com que as crianças pensem apenas em benefício próprio, aumentando o egocentrismo e estimulando tentativas de burlar regras. O resultado é uma dependência de estímulos externos.

Para avançar na educação, a autora sugere critérios progressivos conforme a idade. Aos 7 anos, as crianças devem compreender os motivos por trás de pedidos, como comer verduras ou escovar os dentes. Se não aceitarem, a obediência deve acontecer.

Por volta dos 9 anos, o senso de justiça se acentua. Nessa fase, vale discutir tarefas domésticas e conflitos entre irmãos, sem negociar diante de birras, reforçando a necessidade de cumprir acordos.

Entre 11 anos, a ênfase é a responsabilidade. O diálogo deve destacar honra, dever e o papel da família, para que a autoestima aumente e as obrigações se tornem parte do dia a dia, mesmo com prêmios e castigos.

Para pré-adolescentes e adolescentes, orienta-se considerar quatro perguntas: é justo, é responsável, é prudente e é movido pela caridade; se o adolescente tem maturidade espiritual, surge uma quinta pergunta sobre a vontade de Deus. Essas perguntas ajudam a orientar decisões sem depender apenas de recompensas.

Conforme o texto, o objetivo é que critérios de convivência permeiem as escolhas dos filhos, fortalecendo virtudes cardeais como justiça, temperança, prudência e fortaleza. Assim, as decisões passam a refletir interesse pelo bem alheio.

Ao final, Cooney afirma que a disciplina envolve parte necessária da educação, mas que desenvolver as virtudes internas reduz a necessidade de reforços externos, promovendo amadurecimento a partir de dentro. O conteúdo cita origem em Aceprensa e na publicação Sempre Família, com referência ao texto original em espanhol.

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