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Casais gays enfrentam dilemas entre adoção e barriga de aluguel na busca pela paternidade

A adoção por casais homoafetivos no Brasil cresce rapidamente, com 416 adoções em 2023 e mais de 50 mil crianças registradas desde 2021.

Os casais heterossexuais frequentemente veem a gravidez como o primeiro passo na formação de uma família. Em contraste, casais homoafetivos enfrentam uma escolha mais complexa entre adoção e barriga de aluguel, refletindo sobre como terão filhos. Essa questão se tornou central nas relações homoafetivas, repleta de expectativas e desafios legais. Com o aumento das famílias […]

Os casais heterossexuais frequentemente veem a gravidez como o primeiro passo na formação de uma família. Em contraste, casais homoafetivos enfrentam uma escolha mais complexa entre adoção e barriga de aluguel, refletindo sobre como terão filhos. Essa questão se tornou central nas relações homoafetivas, repleta de expectativas e desafios legais. Com o aumento das famílias formadas por casais do mesmo sexo, que somam mais de 390 mil lares no Brasil segundo o Censo de 2022, a busca por formas legítimas de parentalidade se intensifica.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que o número de adoções por casais homoafetivos triplicou nos últimos quatro anos, passando de 145 em 2019 para 416 em 2023. Desde 2019, 1.535 crianças foram adotadas por esses casais, representando cerca de 6,4% do total de adoções no país. Além disso, mais de 50 mil crianças foram registradas como filhas de casais homoafetivos entre 2021 e 2023, englobando adoções e reprodução assistida.

A adoção é uma escolha afetiva para muitos, como exemplificado pelo jornalista Cacau Oliver e seu parceiro, Kiko Gaspar, que adotaram um filho após um processo de 54 meses. Eles destacam que o amor se constrói no dia a dia e que a adoção foi a escolha certa para eles. Apesar dos avanços legais, como a decisão do STF que garante igualdade de direitos na adoção, o preconceito ainda persiste, com relatos de perguntas invasivas e lentidão burocrática.

Por outro lado, a gestação por substituição, ou barriga de aluguel, é uma alternativa para casais que desejam filhos biológicos. No Brasil, essa prática é permitida apenas de forma solidária, e muitos casais buscam opções no exterior, onde os custos podem ultrapassar 100 mil dólares. A escolha entre adoção e barriga de aluguel é complexa e deve ser respeitada como um desejo legítimo de formar vínculos e deixar um legado, refletindo os valores e possibilidades de cada casal.

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