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Cresce o número de adultos que optam pelo afastamento familiar em busca de saúde mental

Estranhamento familiar cresce nos EUA, com 29% da população afastada de parentes. Eamon Dolan compartilha sua experiência e reflexões sobre o tema.

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Uma pesquisa de 2022 mostrou que 29% dos americanos estão afastados de algum membro da família, o que indica uma aceitação crescente da estranheza familiar. Eamon Dolan, autor do livro “The Power of Parting”, cortou contato com a mãe após anos de abuso e manteve esse afastamento por sete anos até a morte dela. A pesquisa também revelou que 70% dos adultos com 65 anos ou mais valorizam as relações familiares, enquanto apenas 50% dos adultos entre 30 e 39 anos pensam da mesma forma. A psicóloga Thema Bryant comentou que as conversas sobre limites e relacionamentos tóxicos ajudaram a desestigmatizar o afastamento. Apesar disso, ainda há um estigma social em relação a cortar laços familiares, e muitos profissionais de saúde mental ainda priorizam a reconciliação. As redes sociais têm ajudado pessoas em situações de estranhamento a se conectarem e encontrarem apoio. Bryant sugere que, antes de decidir se afastar, é importante avaliar se a relação é saudável e, se necessário, estabelecer limites claros. Em alguns casos, uma conversa pode ajudar, mas se houver risco à segurança, o afastamento pode ser a melhor opção.

Aumento da Estranheza Familiar Revela Mudanças nas Relações e Aceitação de Novas Opções

Uma pesquisa de 2022 apontou que 29% dos americanos estão afastados de algum membro da família, indicando uma crescente aceitação da estranheza como uma alternativa viável. O tema reflete transformações nas percepções sobre laços familiares e a busca por bem-estar emocional.

Eamon Dolan, editor e autor do livro “The Power of Parting”, compartilhou sua experiência pessoal. Ele cortou contato com a mãe após anos de abuso emocional e físico, mantendo o afastamento por sete anos até o falecimento dela. A reação da irmã, ao dizer “Ding dong the witch is dead”, demonstra a complexidade das emoções envolvidas.

Mudanças Geracionais e a Importância da Família

A pesquisa revelou um contraste geracional. 70% dos adultos com 65 anos ou mais consideram as relações familiares as mais importantes, enquanto apenas 50% dos adultos entre 30 e 39 anos compartilham da mesma opinião. Essa diferença sugere uma reavaliação dos valores e prioridades.

A psicóloga Thema Bryant, da Universidade Pepperdine, observa que a proliferação de discussões sobre limites e toxicidade contribuiu para a desestigmatização da estranheza. “Historicamente, era mais raro e mal visto. Hoje, há uma maior aceitação e disposição para falar sobre isso”, afirma.

Estigma Social e a Busca por Saúde Mental

Apesar da crescente aceitação, a estranheza ainda enfrenta estigmas sociais e médicos. Dolan ressalta que a sociedade impõe um senso de dever especial em relação aos familiares, que não se aplica a outras pessoas. Compartilhar a decisão de se afastar da família pode gerar desconforto.

Profissionais de saúde mental também tendem a enfatizar a importância das relações familiares, muitas vezes priorizando a reconciliação a qualquer custo. No entanto, Dolan percebe uma mudança gradual nessa perspectiva.

Redes Sociais e o Fim do Isolamento

As redes sociais têm desempenhado um papel importante na redução do isolamento para pessoas que se encontram em situação de estranhamento. Ao compartilhar suas experiências com as hashtags #NoContact ou #LowContact, os indivíduos encontram apoio e validação.

Bryant destaca que, em casos de violência física ou emocional, o afastamento pode ser a melhor opção para proteger a segurança e a saúde mental. Abusos emocionais, muitas vezes minimizados, podem ter efeitos devastadores.

Estabelecendo Limites e Avaliando a Situação

Antes de tomar a decisão de cortar contato, é importante estabelecer limites claros. Bryant sugere questionar a si mesmo se a relação é saudável e se o afastamento é a melhor forma de se proteger. É possível limitar a exposição ao familiar, estabelecendo regras de convivência.

Em alguns casos, uma conversa honesta pode ajudar a esclarecer mal-entendidos e evitar o rompimento. No entanto, se a segurança estiver em risco ou a outra parte se recusar a ouvir, o afastamento pode ser a única alternativa.

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