A atriz Ana Hikari, de 30 anos, decidiu não ter filhos, desafiando a ideia de que os filhos devem cuidar dos pais na velhice. Essa escolha é parte de uma tendência crescente entre mulheres que optam por não ter filhos. A taxa de fecundidade global caiu pela metade nos últimos 60 anos, e no Brasil, a média de nascimentos por mulher passou de 6,12 em 1950 para 1,62 em 2023. Com o envelhecimento da população, surgem preocupações sobre como cuidar dos idosos. Ana, que cuida da mãe de 70 anos, planeja sua autonomia financeira e quer envelhecer ao lado de amigos, sem depender de filhos. Denise Crispim, de 46 anos, também se preocupa com o futuro financeiro, pois cuida de sua filha com paralisia cerebral e sabe que o cuidado é caro. Em São Paulo, casas de repouso custam entre R$ 3.500 e R$ 16 mil por mês, e cuidadores em casa podem custar mais de R$ 10 mil. Odete Santos, de 66 anos, teme não poder contar com seu filho para cuidados. A consultora de políticas públicas Lívia Merlim afirma que o governo deve oferecer serviços de cuidado para ajudar a reduzir desigualdades. A nova Política Nacional de Cuidados, sancionada em dezembro, é um passo para melhorar o acesso a esses serviços, mas ainda não foram divulgadas ações concretas para sua implementação.
A atriz Ana Hikari, de 30 anos, afirma que não pretende ter filhos, desafiando a ideia tradicional de que os filhos cuidam dos pais na velhice. Essa escolha reflete uma tendência crescente, onde cada vez mais pessoas, especialmente mulheres, optam por não ter filhos. Dados do Our World in Data (OWD) mostram que a taxa de fecundidade global caiu pela metade nos últimos 60 anos. No Brasil, a média de nascimentos por mulher passou de 6,12 em 1950 para 1,62 em 2023.
A queda na fecundidade e o envelhecimento da população geram preocupações sobre a sustentabilidade dos sistemas de cuidado. Ana Hikari, que cuida da mãe de 70 anos, planeja sua autonomia financeira e uma velhice ao lado de amigos. Ela destaca que não quer ter filhos apenas para garantir apoio no futuro. “Se um dia eu decidir ter, não quero que seja isso que esteja na minha cabeça”, afirma.
Planejamento financeiro é uma preocupação comum, mesmo entre aqueles que têm filhos. Denise Crispim, de 46 anos, se prepara financeiramente para cuidar de sua filha, Sofia, de 19 anos, que possui paralisia cerebral grave. Denise reconhece que o cuidado é caro e que é essencial ter uma reserva financeira para ambas. Ela observa que a questão do cuidado se intensificou após os 45 anos, quando começou a sentir os efeitos do envelhecimento.
A realidade é que muitos brasileiros enfrentam dificuldades financeiras para arcar com serviços de cuidado. Em São Paulo, o custo de casas de repouso varia de R$ 3.500 a R$ 16 mil mensais, enquanto serviços de cuidadores em casa podem ultrapassar R$ 10 mil mensais. Odete Santos, de 66 anos, expressa preocupação com seu futuro, afirmando que não pode depender de seu filho para cuidados.
A consultora de políticas públicas Lívia Merlim destaca que o Estado deve fornecer serviços de cuidado para reduzir desigualdades de renda e gênero. A Política Nacional de Cuidados, sancionada em dezembro, é um passo inicial para melhorar o acesso a esses serviços. Contudo, as ações concretas para sua implementação ainda não foram divulgadas.
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