Uma pesquisa do IBGE mostra que 68,8% da população brasileira vive em áreas sem rampas para cadeirantes, mesmo com leis de acessibilidade em vigor há quase 25 anos. Em 1.864 municípios, menos de 5% das ruas têm acessibilidade adequada. A situação é pior no Norte e Nordeste, onde no Amazonas apenas 5,6% da população tem acesso a ruas com rampas, e em Pernambuco e Maranhão os números são de 6,2% e 6,4%. Além disso, menos da metade dos estabelecimentos de saúde e apenas 31,8% das escolas têm rampas. A pesquisa também revela que apenas 19% da população vive em áreas sem obstáculos nas calçadas, e 238 municípios têm mais da metade da população em ruas com problemas como buracos e carros estacionados nas calçadas. A demografia do Brasil mudou, com a expectativa de vida subindo de 44 anos em 1940 para 74 anos hoje, e quase 16% da população é idosa, o que exige mais atenção nas políticas de acessibilidade.
Os dados da pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 68,8% da população brasileira vive em áreas sem rampas para cadeirantes. Essa situação é alarmante, considerando que a legislação sobre acessibilidade está em vigor há quase 25 anos. A pesquisa, baseada no Censo Demográfico de 2022, destaca que em 1.864 municípios, apenas menos de 5% da população reside em ruas com acessibilidade adequada.
A realidade é ainda mais crítica em estados do Norte e Nordeste. No Amazonas, apenas 5,6% da população tem acesso a ruas com rampas, enquanto em Pernambuco e Maranhão os percentuais são de 6,2% e 6,4%, respectivamente. Além disso, menos da metade dos estabelecimentos de saúde (47,2%) possui rampas, e apenas 31,8% das instituições de ensino apresentam essa infraestrutura.
Desafios da Acessibilidade
Os obstáculos nas calçadas são comuns, com apenas 19% da população vivendo em áreas livres de impedimentos. A pesquisa aponta que 238 municípios têm mais da metade da população em ruas sem obstáculos. Os problemas incluem buracos, postes e lixeiras mal posicionados, além de erros de engenharia em rampas. A situação é agravada pela presença de carros nas calçadas e pela ocupação indevida do espaço público.
A demografia do Brasil também mudou significativamente. Em 1940, a expectativa de vida era de 44 anos, e os idosos representavam apenas 4,1% da população. Atualmente, a expectativa é de 74 anos, com quase 16% da população acima de 60 anos. Essa mudança demográfica exige uma atenção especial nas políticas públicas, que devem incluir a acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência.
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