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Chimpancés e bonobos usam sexo para aliviar tensões e fortalecer laços sociais

Bonobos e chimpanzés usam sexo para aliviar tensões sociais, mas chimpanzés têm um repertório mais variado de consolo.

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Humanos, chimpanzés e bonobos têm 98% do DNA igual, o que os torna parentes próximos. Eles apresentam comportamentos sociais e sexuais semelhantes, como usar o sexo para aliviar tensões e fortalecer laços. Um estudo recente mostrou que bonobos usam mais o sexo para acalmar situações sociais, enquanto chimpanzés têm uma variedade maior de comportamentos de consolo, que incluem toques e abraços. Os bonobos tendem a usar contatos genitais como forma principal de tranquilidade, enquanto os chimpanzés optam por interações mais variadas. O estudo sugere que, assim como os humanos, esses primatas utilizam o sexo para mais do que apenas reprodução, mas a diferença é que os bonobos fazem isso em grupo, enquanto os humanos geralmente reservam essas táticas para relacionamentos íntimos. A psicóloga Alba Povedano destaca que o sexo pode aliviar o estresse e fortalecer vínculos, mas também pode evitar a resolução de conflitos. O sexólogo Raúl González menciona que, culturalmente, os homens tendem a evitar discussões e preferem usar o sexo como forma de lidar com problemas. Além disso, o sexo pode ser usado como uma forma de manipulação ou chantagem, o que pode levar a dinâmicas de poder desiguais. A psicoanalista Fabiana Guntovitch discute o sexo após brigas, que pode ser intenso, mas também pode criar dependência emocional. O ideal seria que as relações fossem baseadas em carinho e desejo, sem segundas intenções.

Um estudo recente publicado na Royal Society Open Science revela que bonobos utilizam o sexo como uma forma de tranquilidade em situações sociais, enquanto chimpancés apresentam um repertório mais diversificado de comportamentos de consolo. Ambas as espécies compartilham cerca de 98% de seu DNA com os humanos, o que explica semelhanças em comportamentos sociais e sexuais.

Os bonobos, conhecidos por sua natureza sexual mais ativa, usam contatos genitais como uma forma predominante de aliviar tensões. Em contraste, os chimpancés demonstram uma variedade maior de interações, que incluem toques e abraços, para expressar intenções pacíficas. O estudo sugere que, em contextos de competição, chimpancés podem optar por contatos mais íntimos se não houver conflito prévio.

Esses achados indicam que nossos parentes mais próximos utilizam o sexo para além da reprodução, similar aos humanos. Contudo, enquanto os bonobos aplicam essa estratégia em grupo, os humanos tendem a restringir essas táticas ao ambiente da relação íntima. A psicóloga e sexóloga Alba Povedano destaca que o sexo pode gerar dopaminas e endorfinas, ajudando a acalmar o sistema nervoso e fortalecer laços, mas também pode atrasar a resolução de conflitos.

Raúl González, sexólogo e terapeuta de casal, observa que a cultura patriarcal muitas vezes impede os homens de expressarem sentimentos, levando a uma preferência por evitar diálogos difíceis. Essa dinâmica pode resultar em mal-entendidos, onde gestos de carinho não são sempre interpretados como um pedido de desculpas genuíno.

A relação entre sexualidade e resolução de conflitos é complexa. A psicoanalista Fabiana Guntovitch discute em seu livro que o sexo após uma briga pode ser intenso, mas também pode gerar dependência emocional. Ela alerta que buscar conflitos para reativar a paixão pode ser prejudicial.

Adnane Kabaj, educador sexual, ressalta que o sexo pode ser usado como uma forma de poder, especialmente em contextos de desigualdade. Quando as relações sexuais são vistas como transações, isso pode levar a dinâmicas de abuso e problemas emocionais. O ideal, segundo Povedano, é que as relações sexuais sejam baseadas em prazer e conexão, livres de intenções manipulativas.

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