Givaldo Borges Junior, que viveu nas ruas por 30 anos e usou drogas, conseguiu um emprego como servente de obras após receber ajuda do Cipop-Rua/RJ, um centro que atende pessoas em situação de rua. Ele obteve documentos essenciais, como identidade e título de eleitor, e se sentiu renovado ao conseguir uma entrevista de emprego. O Cipop, que começou a funcionar em abril de 2024, já atendeu cerca de 29 mil pessoas em um ano. O local oferece serviços como emissão de documentos e encaminhamentos para benefícios assistenciais, com uma equipe de profissionais de diferentes órgãos públicos. A coordenadora do projeto destacou que a documentação é fundamental para que essas pessoas possam acessar serviços e oportunidades. Apesar do sucesso, há desafios, como acompanhar o progresso dos atendidos após os atendimentos. O centro funciona de segunda a sexta, no Centro do Rio de Janeiro.
Givaldo Borges Junior, um ex-morador de rua que passou trinta anos vivendo nas ruas do Rio de Janeiro, conseguiu um emprego como servente de obras após obter documentos no Cipop-Rua/RJ. O centro, inaugurado em abril de 2024, já realizou cerca de 29 mil atendimentos em um ano.
Sentado no interior do Cipop, Givaldo guardava seus documentos em um saco plástico. Ele afirmou: “Com esse papel, eu volto a ser cidadão.” A conquista de Givaldo é um exemplo do impacto positivo do centro, que oferece serviços como emissão de documentos e encaminhamentos para benefícios assistenciais.
O Cipop-Rua/RJ, localizado no antigo restaurante popular da Central do Brasil, é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O espaço acolhe pessoas em situação de rua e também aqueles em vulnerabilidade social, como moradores de ocupações e pessoas com deficiência.
Serviços Oferecidos
Os atendimentos incluem a emissão de identidade, cadastramento no CadÚnico e encaminhamentos ao Sistema Nacional de Emprego (Sine). A coordenadora do projeto, Teresa Guimarães, destacou que a documentação é essencial: “Sem ela, a pessoa em situação de rua fica travada, invisível para o Estado.”
A equipe do Cipop, composta por cerca de trinta profissionais, atua de forma integrada, oferecendo apoio e serviços diversos. Elizabeth Menezes, conhecida como Beth Fashion, é uma das figuras centrais no local, ajudando a organizar doações e a melhorar a autoestima dos atendidos.
Desafios e Impacto
Apesar do sucesso, Teresa Guimarães apontou a dificuldade em acompanhar os resultados a longo prazo. Muitos atendidos retornam para informar que conseguiram emprego, mas ainda não há dados sistematizados sobre a manutenção desses postos de trabalho.
Cláudio Santos, coordenador do Fórum Permanente sobre População Adulta em Situação de Rua, ressaltou que, embora o Cipop atenda as consequências da vulnerabilidade, é necessário abordar as causas. Ele afirmou que o centro funciona como “uma ilha no meio da miséria”, sem conseguir enfrentar os problemas estruturais que afetam essa população.
O Cipop-Rua/RJ opera de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, na Rua Senador Pompeu, Centro do Rio de Janeiro.
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