Os pets no Brasil estão cada vez mais integrados às famílias, recebendo cuidados como roupas, festas de aniversário e dietas especiais. Uma pesquisa da Mars mostra que 37% dos tutores consideram seus animais a coisa mais importante de suas vidas, especialmente entre a Geração Z, onde esse número chega a 45%. Embora algumas práticas, como o uso de carrinhos para pets com dificuldades de locomoção e dietas naturais, possam ser benéficas, é essencial que sejam acompanhadas por profissionais. Veterinários alertam que a linha entre o cuidado e o desconforto pode ser tênue, e muitos acessórios atendem mais às expectativas dos tutores do que às necessidades dos animais. O mercado pet brasileiro cresceu 9,6% em 2024, totalizando R$ 75,4 bilhões, refletindo a tendência de humanização dos pets. Especialistas recomendam que as escolhas dos tutores considerem o bem-estar dos animais, respeitando seus comportamentos naturais e evitando excessos que possam causar sofrimento.
A humanização dos pets no Brasil tem se intensificado, com tutores investindo em cuidados que vão além do básico. Uma pesquisa da Mars revelou que trinta e sete por cento dos tutores consideram seus animais de estimação a coisa mais importante de suas vidas, especialmente entre a Geração Z, onde o índice chega a quarenta e cinco por cento.
Os cuidados com os pets incluem desde alimentação natural até o uso de acessórios como carrinhos de passeio. Veterinários alertam que essas práticas devem ser acompanhadas por profissionais para garantir o bem-estar dos animais. A humanização animal não significa torná-los mais humanos, mas sim transferir cuidados que antes eram exclusivos dos humanos, como a alimentação.
A advogada Thamyris Rodrigues, de 30 anos, adaptou a rotina de sua bulldog francês, Amora, que utiliza um carrinho de bebê devido a problemas de locomoção. Thamyris também menciona que Amora segue uma dieta natural, com acompanhamento de nutricionista e veterinários. “O plano de saúde dela é melhor que o meu”, afirma.
A microempreendedora Daniela Sato, de 41 anos, cuida de seis cachorros, uma gata e um coelho. Ela optou por alimentação crua para seus pets, sempre com supervisão veterinária, após um dos cães necessitar de reposição hormonal. “Entendemos que a alimentação crua atende às necessidades do cachorro”, explica.
O uso de creches para pets também está em alta, com trinta e dois por cento dos tutores se sentindo culpados por deixar seus animais sozinhos. Essas creches ajudam a evitar o isolamento dos animais, contribuindo para seu bem-estar. Especialistas ressaltam que é essencial respeitar as necessidades naturais dos pets, evitando projetar desejos humanos sobre eles.
O mercado pet brasileiro faturou R$ 75,4 bilhões em 2024, um aumento de nove vírgula seis por cento em relação ao ano anterior. Essa expansão reflete a crescente demanda por produtos e serviços que atendem às expectativas dos tutores, mas também levanta questões sobre o equilíbrio entre o bem-estar animal e as necessidades dos humanos.
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