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Arianna de Sousa-García reflete sobre a diáspora venezuelana em nova obra literária

A escritora Arianna de Sousa-García lança "Atrás queda la tierra", refletindo sobre a diáspora venezuelana e sua vida no Chile.

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Arianna de Sousa-García é uma jornalista e escritora venezuelana que vive no Chile há nove anos. Ela lançou a novela de não ficção “Atrás queda la tierra”, que fala sobre a diáspora venezuelana e suas experiências como migrante. Arianna descreve sua cidade natal, Puerto La Cruz, como um lugar lindo e cheio de memórias. Embora tenha se mudado para Santiago, ela ainda pensa na Venezuela todos os dias e deseja voltar quando o país estiver melhor. Em sua obra, ela expressa a luta e a identidade dos migrantes, além de refletir sobre a vida de sua família e a relação com seu filho. Arianna comenta que o Chile, apesar de ser um lugar difícil, é onde ela tenta construir uma vida para seu filho, mas ainda não se sente em casa. Ela também fala sobre a dor de não poder retornar à Venezuela com seu filho, que ainda não tem passaporte. Arianna menciona o conceito de “insilio”, que se refere à sensação de estar fora do próprio país, mas ainda assim sentir a perda e a desconexão com suas raízes.

A jornalista e escritora venezuelana Arianna de Sousa-García lançou a novela de não ficção “Atrás queda la tierra”, que explora a diáspora venezuelana e suas experiências no Chile. O livro, que será publicado pela Seix Barral em 2024, reflete sobre sua vida em Santiago e a relação com seu filho, além de expressar a esperança de retornar à Venezuela.

Arianna, que emigrou há nove anos, compartilha suas memórias de Puerto La Cruz, sua cidade natal. “É um lugar precioso, deslumbrante em sua natureza,” afirma. A obra também é um testemunho da luta de uma mãe que deixou seu país em busca de um futuro melhor para seu filho recém-nascido. “Quero estar lá quando for o momento da reconstrução,” diz a autora, que participou da Feira Internacional do Livro de Bogotá.

Em sua narrativa, Arianna aborda a realidade da migração e a resistência enfrentada pelos venezuelanos no Chile. “Chile é um lugar brutal, inclusive para os chilenos,” comenta. Ela critica a falta de empatia da sociedade chilena e destaca a união entre migrantes de diferentes nacionalidades, que enfrentam desafios semelhantes.

Arianna ainda reflete sobre sua identidade como migrante. “A migração abre uma porta que talvez nunca se feche,” afirma. Ela expressa sua preocupação com a política migratória na América Latina, temendo que discursos de ódio se espalhem. A autora também menciona a dificuldade de retornar à Venezuela, onde seu filho ainda não possui passaporte.

Por fim, Arianna introduz o conceito de “insilio”, que descreve a experiência de estar fora do país de origem, mas ainda assim sentir a dor da perda e do desarraigo. “É um estado muito estranho, onde se está fora, mas também dentro,” conclui.

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