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Cultura brasileira e chinesa se entrelaçam na vida de empreendedores em Xangai

Diferenças culturais entre brasileiros e chineses enriquecem a vida de Jun Taichi em Xangai, onde ele também enfrenta desafios no casamento.

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Jun Taichi, um brasileiro de origem japonesa, vive em Xangai há 26 anos e é dono da Latina Brazilian Steakhouse, a primeira churrascaria brasileira da cidade. Ele chegou à China em 1998 com a missão de apresentar o conceito de churrascaria a um mercado que não conhecia. Taichi notou que a cultura de refeições compartilhadas na China combina bem com o estilo do rodízio. Ele criou uma rede de 25 restaurantes e tem uma família com sua esposa chinesa e dois filhos. Taichi fala sobre as diferenças culturais que enfrenta no dia a dia, como os valores familiares e os hábitos de comunicação. Ele observa que os chineses são mais coletivos e pragmáticos, enquanto os brasileiros são mais espontâneos e emocionais. Essas diferenças geram debates, mas também enriquecem a relação. No casamento, ele percebe que os chineses demonstram carinho de forma prática, enquanto os brasileiros são mais afetivos. Outros expatriados, como Gilson da Rosa, também comentam sobre os choques culturais, como o hábito de comer com a boca aberta e o desperdício de comida em festas. Apesar das diferenças, eles destacam que o amor e o respeito são fundamentais em suas relações.

Jun Taichi, um brasileiro de origem japonesa, vive em Xangai26 anos e é o fundador da Latina Brazilian Steakhouse, a primeira churrascaria brasileira na cidade. Ele chegou à China em 1998 com a missão de introduzir o conceito de churrascaria em um mercado desconhecido.

Taichi destaca as diferenças culturais entre brasileiros e chineses, que enriquecem sua vida pessoal e profissional. Ele observa que os chineses são mais coletivistas e pragmáticos, enquanto os brasileiros tendem a ser mais espontâneos e emocionais. Essas nuances se refletem em seu casamento com uma chinesa, com quem tem dois filhos.

“As diferenças culturais aparecem no jeito de demonstrar carinho”, afirma Taichi. No Brasil, o afeto é expresso de forma mais verbal e física, enquanto na China, as ações práticas, como cuidar da alimentação e do bem-estar, são mais comuns. Ele acredita que essas discussões culturais fortalecem o vínculo familiar e profissional.

Outro expatriado, Gilson da Rosa, um tradutor gaúcho que vive na China desde 2006, também compartilha suas experiências. Ele menciona que um dos maiores choques foi o hábito chinês de comer com a boca aberta, que, segundo ele, é uma questão cultural. “Procurei entender sem julgar,” diz ele.

Da Rosa também enfrenta desafios em sua relação, mas destaca que o amor e o respeito prevalecem. Ele observa que as diferenças culturais podem causar desentendimentos, mas são superadas com diálogo. “Isso não vai impedir que a gente seja feliz,” conclui.

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