Mães LGBTQ+ no Brasil enfrentam muitos desafios ao empreender, como preconceitos e falta de recursos. Recentemente, histórias de mães que superaram essas dificuldades foram destacadas, como Marcella Oliveira e Priscilla Paladim, que criaram a Tabular, uma empresa de móveis e brinquedos educativos. Elas enfrentaram problemas com a licença-maternidade, já que apenas Priscilla teve direito a 180 dias, enquanto Marcella teve apenas quatro dias. Outras mães, como Daniela Arrais e Laura Della Negra, também lidam com a falta de direitos e visibilidade, e criaram o coletivo Dupla Maternidade para lutar por melhores condições. Elas enfrentam dificuldades financeiras e burocráticas, como a falta de reconhecimento das duas mães nos documentos dos filhos. A luta por direitos iguais e a busca por apoio são comuns entre essas mães empreendedoras, que buscam criar um ambiente melhor para suas famílias e comunidades.
O empreendedorismo entre mulheres LGBTQ+ no Brasil enfrenta desafios significativos, especialmente para mães em situações de dupla maternidade. Muitas delas relatam dificuldades em acessar direitos trabalhistas e recursos financeiros. Recentemente, histórias inspiradoras de mães LGBTQ+ empreendedoras ganharam destaque, mostrando como elas superam barreiras e criam negócios, como a Tabular e o coletivo Dupla Maternidade.
Marcella Oliveira, de 34 anos, e Priscilla Paladim, de 36, são um exemplo. Após o nascimento da filha Helena, elas fundaram a Tabular, que produz móveis e brinquedos educativos. Marcella deixou um emprego na área de tecnologia para se dedicar à maternidade e ao novo negócio. “Quando a Helena nasceu, minha vida mudou completamente. Ela é a razão de a Tabular existir”, afirma Marcella.
A criação da empresa foi impulsionada por necessidades financeiras. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que mais de 50% dos empreendedores LGBTQ+ atuam por necessidade, enfrentando preconceitos e falta de recursos. A pesquisa revela que 39% de gays, lésbicas e bissexuais relatam desvalorização de seus produtos após revelarem sua orientação sexual.
As dificuldades se intensificam para casais de mulheres. Quando Helena nasceu, apenas Priscilla teve direito à licença-maternidade de 180 dias. Marcella recebeu apenas quatro dias de licença-paternidade e teve que voltar ao trabalho rapidamente. Essa realidade motivou Daniela Arrais a criar o coletivo Dupla Maternidade, que visa apoiar mães LGBTQ+ e lutar por direitos iguais.
O coletivo, que começou como um grupo de WhatsApp, cresceu para uma comunidade de 1.300 pessoas. Daniela e sua parceira, Laura Della Negra, enfrentaram desafios semelhantes, com licenças-maternidade curtas e a falta de apoio financeiro. “A licença deveria ser de seis meses para todas”, defende Daniela, ressaltando a necessidade de mudanças nas políticas de maternidade.
As histórias de Marcella, Priscilla, Daniela e Laura refletem a luta por visibilidade e direitos iguais para mães LGBTQ+ no Brasil. Essas empreendedoras não apenas criam negócios, mas também buscam transformar suas realidades e a de suas comunidades.
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