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Última casa da avenida São João resiste à especulação imobiliária em São Paulo

Última casa da avenida São João, símbolo da imigração italiana, enfrenta degradação e irregularidades após décadas de transformações urbanas.

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A última casa da avenida São João, em São Paulo, foi construída no final do século 19 pela família Ferrara e hoje funciona como uma hospedaria para homens. Localizada entre prédios e comércios, a casa é uma das poucas construções antigas que resistiram à especulação imobiliária. Savério Ferrara, um imigrante italiano, construiu a casa em 1897, quando a avenida ainda era uma pequena rua. A família Ferrara viveu ali por mais de cem anos, mantendo tradições italianas e realizando encontros familiares. Com o passar do tempo, a avenida se transformou, especialmente após a construção do Minhocão nos anos 1970, que trouxe poluição e degradação à área, fazendo muitos moradores abandonarem seus imóveis. A casa, que passou por várias mudanças, foi alugada em 2010 e, após interdições e regularizações, reabriu em 2024, mas a frequência de hóspedes é baixa. A neta de Savério, Silvia, é a última herdeira da casa e considera vendê-la, lembrando com saudade da infância e das tradições familiares que ainda tentam manter.

A última casa da avenida São João, em São Paulo, enfrenta desafios em meio à urbanização. Construída no final do século 19 pela família Ferrara, o imóvel agora funciona como uma hospedaria para homens. Recentemente, passou por interdições e regularizações, refletindo a degradação da área.

Localizada no número 1767, a casa é uma das poucas construções centenárias da avenida. Com 210 m², a residência foi erguida pelo imigrante italiano Savério Ferrara em 1897. Ao longo do século 20, a paisagem da avenida mudou drasticamente, com a substituição de casas por edifícios e a construção do Minhocão, inaugurado em 1971.

A aposentada Rita Ferrara, neta de Savério, recorda a vida na casa. “Eu gostava muito de bicicleta, andava muito pela São João. Era cheia de árvores e vizinhos amigos”, diz. A casa também foi palco de encontros familiares, onde a tradição da culinária italiana se manteve viva.

O Minhocão, embora tenha facilitado o trânsito, trouxe consequências negativas. A área ao redor da casa se degradou, e muitos moradores abandonaram seus imóveis. O famoso teatro das Nações, que ficava próximo, fechou em 1990 e foi demolido em 2010.

Silvia Ferrara, neta de Oswaldo, último morador da casa, agora é responsável pelo imóvel. “Se o Minhocão não tivesse sido construído, moraria lá novamente”, afirma. Desde 2010, a casa abriga uma hospedaria, mas a frequência de hóspedes é baixa. Em 2024, o local foi interditado por irregularidades, mas foi regularizado em janeiro deste ano.

A história da família Ferrara e da última casa da avenida São João é um testemunho da imigração italiana e da transformação urbana de São Paulo. Rita, ao passar pela avenida, sempre lança um olhar nostálgico para a casa.

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