Três homens que foram adotados falam sobre como suas experiências moldam a paternidade e a criação de seus filhos biológicos. Eles destacam a importância de discutir a adoção e a busca por suas origens. Alexandre, que foi adotado ainda bebê, lembra que sua mãe sempre falou abertamente sobre isso, o que o ajudou a entender sua identidade. Thomaz descobriu sua adoção de forma impactante durante um almoço, e isso o ajudou a ressignificar sua vida ao se tornar pai. Sandro, que teve uma revelação abrupta sobre sua adoção, busca ser um pai presente e expressar suas emoções. Todos eles concordam que conhecer suas origens é essencial para entender melhor suas histórias e construir vínculos saudáveis com seus filhos. A pesquisadora Larissa Alves explica que as pessoas adotadas enfrentam desafios relacionados ao direito de conhecer suas origens e à busca por reconhecimento em suas identidades. A adoção também é vista como um reflexo de desigualdades sociais, e é importante que os futuros pais adotivos recebam apoio e educação sobre esses temas.
Três homens adotados, Alexandre Lucchese, Thomaz Rodrigues de Sousa e Sandro Pettezzoni, compartilham como suas histórias de adoção moldaram suas experiências como pais. Eles destacam a importância do diálogo sobre adoção e a busca por origens, especialmente ao criarem seus filhos biológicos.
Alexandre, adotado ainda bebê, relata que sua mãe sempre conversou abertamente sobre sua adoção. Para ele, essa experiência impacta sua visão de mundo e a forma como educa seu filho Vicente. “A adoção é um modo de ver o mundo”, afirma. Thomaz, que descobriu sua adoção de forma impactante, diz que a chegada de seus três filhos biológicos ajudou a ressignificar sua vida e a superar o trauma do abandono.
Sandro, que soube de sua adoção aos sete anos, enfrentou dificuldades emocionais e a perda de laços familiares. Hoje, ele busca expressar suas emoções e ser um pai presente para sua filha Letícia. “Adoção não é caridade, é um ato de filiação com responsabilidades”, enfatiza.
A pesquisadora Larissa Alves destaca que a adoção envolve questões de identidade e o direito de conhecer as origens. Ela ressalta que muitos adotados enfrentam o dilema de buscar suas raízes sem magoar os pais adotivos. Sandro, por exemplo, só reencontrou sua mãe biológica aos cinquenta anos, o que trouxe clareza para suas relações familiares.
A adoção também levanta questões sociais e raciais. Alexandre observa que a experiência de ser adotado pode criar singularidades que transformam as relações familiares. Ele acredita que a paternidade é uma herança afetiva que se entrelaça com a biológica.
Os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2024 mostram que há mais de trinta e dois mil pretendentes à adoção no Brasil, mas apenas quatro mil crianças disponíveis. Larissa Alves argumenta que a adoção reflete desigualdades estruturais e defende a necessidade de preparo adequado para os adotantes, incluindo apoio psicológico e letramento racial.
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