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Tatiana Vargas supera desafios e se destaca na produção de café em Costa Rica

Tatiana Vargas, líder na agricultura cafeeira, supera desafios e inspira mulheres ao exportar café para o Japão, apesar das dificuldades.

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Tatiana Vargas e sua mãe enfrentaram muitos desafios na agricultura de café em Costa Rica desde 2016, lidando com preconceitos de gênero e a pressão para vender suas terras devido ao desenvolvimento imobiliário. Tatiana, que deixou um emprego em uma empresa agroexportadora para cuidar da pequena propriedade familiar após a morte do pai, agora é reconhecida como Líder de Ruralidade das Américas. Apesar de dificuldades financeiras e perdas na colheita, ela conseguiu exportar café para países como Japão e inspirar outras mulheres a se envolverem na agricultura. A falta de mão de obra e o envelhecimento dos agricultores são problemas constantes, mas Tatiana continua a trabalhar na fazenda, onde combina tradições familiares com novas práticas agrícolas. Ela sonha em ver mais mulheres jovens se dedicando ao cultivo do café, que é considerado “o grão de ouro” em Costa Rica, e mesmo com os desafios, ela se sente realizada em seu trabalho.

Tatiana Vargas, reconhecida como Líder de Ruralidade das Américas, tem se destacado na agricultura cafeeira em Costa Rica. Desde 2016, ela e sua mãe enfrentam desafios, incluindo preconceitos de gênero e a pressão do desenvolvimento imobiliário. Apesar das dificuldades, Tatiana conseguiu exportar café para o Japão e outros países.

A trajetória de Tatiana começou após a morte de seu pai, quando decidiu assumir a pequena propriedade familiar. Em um setor predominantemente masculino, ela enfrentou desconfiança ao receber trabalhadores. “Me perguntavam se me havia voltado louca”, relembra. A jovem, que abandonou um cargo em uma empresa agroexportadora, agora promove sua marca de café, que reflete a herança familiar.

Os desafios são muitos. A produção cafeeira em Costa Rica caiu de 100 mil para 82,5 mil hectares nos últimos anos. Além disso, a falta de mão de obra e a tentação de vender terras para empreendimentos residenciais complicam ainda mais a situação. “O futuro me dá medo”, admite Tatiana, que perdeu 30% da colheita na última temporada devido a chuvas excessivas.

Tatiana tem se esforçado para inspirar outras mulheres a se envolverem na agricultura. Ela participou da competição Taza de la Excelência e conquistou reconhecimento por sua qualidade. “Queremos que mais mulheres jovens se juntem a nós”, afirma. A mãe de Tatiana, aos 75 anos, continua ativa na propriedade, ajudando a fertilizar e colher os grãos.

A história de Tatiana é um exemplo de resiliência e determinação em um setor que enfrenta grandes desafios. Com o apoio da família e a paixão pelo café, ela busca não apenas manter a tradição, mas também abrir caminho para novas gerações de mulheres na agricultura.

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