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Líderes devem ouvir mais e silenciar para estimular inovação nas reuniões estratégicas

Líderes devem adotar o "modo silencioso" em reuniões para estimular inovação e engajamento, ouvindo vozes de talentos juniores.

As reuniões de estratégia nas empresas frequentemente se tornam dominadas por líderes seniores, resultando em desengajamento dos demais participantes. O coach executivo Sanjay Khosla sugere que os líderes adotem o “modo silencioso” durante essas reuniões para fomentar a inovação e permitir que ideias de talentos juniores sejam ouvidas. Khosla destaca que muitas reuniões se transformam […]

As reuniões de estratégia nas empresas frequentemente se tornam dominadas por líderes seniores, resultando em desengajamento dos demais participantes. O coach executivo Sanjay Khosla sugere que os líderes adotem o “modo silencioso” durante essas reuniões para fomentar a inovação e permitir que ideias de talentos juniores sejam ouvidas.

Khosla destaca que muitas reuniões se transformam em “oficinas de jargões”, onde os líderes falam primeiro, ofuscando as contribuições dos demais. Isso gera um ambiente onde os funcionários se sentem desmotivados a compartilhar suas opiniões. “Esse tipo de atitude vai contra o princípio mais fundamental da liderança: ouvir as pessoas”, afirma Khosla.

Para melhorar a dinâmica, ele recomenda que os líderes permaneçam em silêncio, criando espaço para novas ideias e desenvolvimento de talentos. Essa abordagem não é simples, pois requer planejamento e comunicação eficaz. Khosla observa que muitos líderes têm dificuldade em abrir mão do controle, mas enfatiza que isso pode resultar em melhores decisões e maior engajamento.

Benefícios do Modo Silencioso

Khosla sugere que, ao manter o silêncio, os líderes podem obter melhores informações e aumentar o engajamento da equipe. Definir objetivos claros e acionáveis para as reuniões é fundamental. Por exemplo, em vez de buscar ser “mais inovador”, a equipe deve se concentrar em um objetivo específico e de alto impacto.

Ele também recomenda a formação de grupos menores durante as reuniões, permitindo que todos se sintam mais seguros para contribuir. “Grupos pequenos criam segurança”, diz Khosla. Além disso, um facilitador de reunião pode ajudar a garantir que todos sejam ouvidos, sem julgamentos.

Desafios e Estratégias

Khosla reconhece que o silêncio pode ser desafiador para líderes, especialmente em culturas hierárquicas. É importante que o facilitador monitore a comunicação verbal e não verbal do líder. Em uma reunião observada por Khosla, um líder que parecia desinteressado foi alertado sobre sua linguagem corporal, o que ajudou a melhorar a dinâmica.

Quando surgem tópicos difíceis, o facilitador deve intervir para evitar reações defensivas. Khosla relata um caso em que um membro da equipe expressou que “o chefe não nos ouve”, levando a um momento de reflexão para o líder, que se comprometeu a ouvir mais.

Por fim, Khosla ressalta que, embora o líder deva ouvir e criar um ambiente propício, ele também deve se pronunciar ao final da reunião, após o grupo ter concordado sobre os próximos passos. Essa abordagem pode transformar a cultura organizacional, promovendo um ambiente onde todos se sintam valorizados e ouvidos.

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