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Empresas de private equity buscam jovens talentos em bancos e desafiam Wall Street

Bancos de investimento adotam medidas rigorosas para evitar que analistas aceitem ofertas de private equity durante o treinamento.

Empresas seduzem profissionais em fase de desenvolvimento em bancos para vagas futuras com altos salários e promessas de melhor equilíbrio com vida pessoal (Foto: Reprodução)
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  • Bancos de investimento, como JPMorgan e Goldman Sachs, estão adotando medidas para limitar o recrutamento “on-cycle” de analistas por empresas de private equity.
  • Essa prática permite que analistas busquem empregos em private equity antes de concluir seus programas de treinamento, gerando preocupações no setor.
  • O JPMorgan notou um aumento nas ausências de analistas durante a integração, pois muitos estavam em entrevistas com empresas de private equity.
  • Para conter essa situação, o JPMorgan exige que analistas confirmem a cada três meses que não aceitaram ofertas de emprego em outras empresas. O Goldman Sachs também ameaçou demitir analistas que aceitarem cargos futuros.
  • A pressão para reter talentos é alta, já que empresas de private equity representam cerca de 25% da receita de fusões e aquisições dos bancos de investimento.

Os bancos de investimento, como JPMorgan e Goldman Sachs, estão implementando medidas rigorosas para conter o recrutamento “on-cycle” de analistas por empresas de private equity. Essa prática, que permite que analistas recém-formados busquem empregos em private equity antes mesmo de concluir seus programas de treinamento, tem gerado preocupações no setor.

No verão passado, o JPMorgan notou um aumento nas ausências durante as sessões de integração de novos analistas. A razão? Muitos deles estavam realizando entrevistas com empresas de private equity, mesmo com apenas alguns dias de trabalho. Para combater essa tendência, o JPMorgan começou a exigir que os analistas confirmassem a cada três meses que não haviam aceitado ofertas de emprego em outras empresas. O Goldman Sachs seguiu o exemplo, ameaçando demitir aqueles que aceitassem cargos futuros.

Reação do Setor

Essas iniciativas levantam questões sobre a ética do recrutamento em ciclo, uma prática que, segundo o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, coloca os analistas em uma posição conflituosa, lidando com informações confidenciais enquanto buscam novas oportunidades. A Apollo Global Management, uma das empresas de private equity, anunciou que adiaria contratações, afirmando que era cedo para os candidatos tomarem decisões sobre suas carreiras.

A pressão para reter talentos é intensa, já que as empresas de private equity têm sido responsáveis por cerca de 25% da receita de fusões e aquisições dos bancos de investimento. Apesar das tentativas de melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e aumentar salários, muitos analistas ainda preferem as promessas de salários mais altos e menos carga de trabalho nas empresas de private equity.

Desafios e Oportunidades

A competição por talentos é acirrada, e a pandemia facilitou o recrutamento, permitindo que entrevistas fossem feitas de forma discreta. Contudo, a pressão sobre as empresas de private equity aumentou, com uma “seca” prolongada de negócios dificultando a saída de investimentos a preços favoráveis. Mesmo assim, a perspectiva de altos salários continua atraindo novos talentos.

A situação se complica ainda mais, pois as empresas de private equity costumavam seguir práticas semelhantes às dos bancos, recrutando estagiários com bastante antecedência. Agora, a dinâmica está mudando, e a necessidade de um esforço conjunto para reverter essa tendência é evidente.

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