- O residencial Viver Pratinha, parte do programa Minha Casa, Minha Vida, enfrenta atrasos desde a previsão de entrega em 2016.
- O local sofreu com ocupações irregulares e vandalismo, mas agora é considerado para hospedagem temporária durante a COP30.
- Atualmente, 256 apartamentos em 16 blocos estão em obras, com conclusão prevista para outubro de 2025.
- O Ministério das Cidades informou que as obras seguem conforme o cronograma, apesar da proposta de uso temporário.
- A reintegração de posse ocorreu em 2024, permitindo a retomada das obras, que receberam mais de R$ 40 milhões em recursos federais.
O residencial Viver Pratinha, parte do programa Minha Casa, Minha Vida, enfrenta desafios significativos desde sua previsão de entrega em 2016. O local, que já sofreu com ocupações irregulares e vandalismo, agora é considerado pelo governo como uma possível hospedagem temporária durante a COP30.
Atualmente, 256 apartamentos em 16 blocos estão em obras, com previsão de conclusão para outubro de 2025. As edificações apresentam problemas como infiltrações, falta de acabamentos e unidades sem janelas ou portas. O Ministério das Cidades informou que as obras seguem em andamento, apesar da proposta de uso temporário para o evento. “Todo o residencial segue com o cronograma de obras inalterado”, afirmou a pasta.
Condições Estruturais
No local, é possível observar edificações destelhadas e paredes com sinais de desgaste. O engenheiro civil Fabiano Alves explicou que a infiltração ocorre devido à falta de proteção adequada nas paredes, resultando em problemas como manchas de umidade e bolor. As obras em andamento incluem a colocação de cerâmicas e devem ser finalizadas até o segundo semestre de 2025.
A região metropolitana de Belém conta atualmente com pouco mais de 24 mil leitos disponíveis, enquanto a expectativa é receber 50 mil pessoas durante a COP30. O uso do Viver Pratinha como hospedagem temporária visa ampliar a capacidade de acomodação na cidade.
Histórico de Ocupações
O residencial, cuja construção foi iniciada em 2013, enfrentou paralisações e ocupações irregulares em 2021, quando um grupo de pessoas invadiu o local. A reintegração de posse ocorreu em 2024, permitindo a retomada das obras. O Ministério das Cidades destacou que a nova fase do projeto recebeu uma suplementação de mais de R$ 40 milhões em recursos federais.
A expectativa é que os moradores possam ocupar seus apartamentos no primeiro semestre de 2026. A situação do Viver Pratinha reflete os desafios enfrentados por muitos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida em todo o país.
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