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Ibovespa recua com queda da Vale e dólar sobe a R$ 5,58 em meio a impasse tarifário

Ibovespa recua com pressão das ações da Vale e alta do dólar, enquanto investidores aguardam desdobramentos nas tarifas comerciais com os EUA.

Ações da mineradora recuam 1,67% acompanhando a baixa do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian (Foto: Dimas Ardian)
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  • O Ibovespa caiu 0,86% nesta segunda-feira, 28 de agosto, fechando em 132.378 pontos.
  • A desvalorização das ações da Vale, que recuaram 1,67%, e a alta do dólar contribuíram para a queda.
  • O dólar subiu 0,36%, cotado a R$ 5,58, em meio a incertezas nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a possibilidade de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, com implementação prevista para 1º de setembro.
  • O mercado aguarda atualizações sobre as negociações, incluindo uma entrevista do ministro da Economia, Fernando Haddad, programada para as 15h.

O Ibovespa (IBOV) apresentou uma queda de 0,86% nesta segunda-feira, 28 de agosto, atingindo 132.378 pontos. O recuo é atribuído à desvalorização das ações da Vale (VALE3) e à alta do dólar, em meio à incerteza sobre as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

As ações da Vale, que têm grande peso no índice, caíram 1,67%, acompanhando a baixa de 1,75% do minério de ferro na bolsa de Dalian. A pressão sobre o mercado se intensifica com a possibilidade de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente Donald Trump, com prazo para implementação até 1º de setembro. Até o momento, não há sinais de um acordo que possa evitar essa taxação.

Cenário Internacional

Enquanto isso, o dólar avançou 0,36%, cotado a R$ 5,58, refletindo a incerteza no mercado. No exterior, outros países afetados por tarifas, como Japão e União Europeia, conseguiram firmar acordos com os EUA, estabelecendo taxas de 15% sobre suas exportações. Essa movimentação gerou um clima de expectativa, mas o Brasil ainda não conseguiu um entendimento.

O assessor especial do presidente Lula, Celso Amorim, criticou as ações de Trump, comparando-as às da antiga União Soviética, o que evidencia a tensão nas relações bilaterais. O mercado aguarda atualizações sobre as negociações, especialmente com a entrevista do ministro da Economia, Fernando Haddad, prevista para as 15h.

Expectativas do Mercado

Além das tarifas, o mercado está atento às decisões sobre as taxas de juros, tanto no Brasil quanto nos EUA. A expectativa é que a Selic permaneça em 15% ao ano, com indícios de que o ciclo de alta pode estar próximo do fim. A temporada de balanços também está em andamento, com grandes empresas divulgando resultados que podem influenciar o comportamento do mercado.

O clima de incerteza continua a moldar o cenário da bolsa, que permanece atenta às movimentações que podem impactar os investidores. A situação econômica e política, tanto interna quanto externa, será crucial para os próximos passos do Ibovespa.

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