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Marketing da erva-mate impulsiona vendas no Brasil com inspiração em Messi e Metallica

Argentina busca desregulamentar o setor de erva-mate para aumentar exportações, enquanto marcas locais miram novos mercados, como o Vietnã.

James Hetfield, vocalista do Metallica, toma mate antes de show (Foto: Divulgação)
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  • A Argentina, um dos maiores produtores de erva-mate, exporta apenas 15% de sua produção total de 302,8 mil toneladas em 2024.
  • O Brasil, maior exportador, aumentou suas vendas externas em 41% na última década, alcançando 48,9 mil toneladas.
  • O governo argentino, liderado por Javier Milei, busca desregulamentar o setor para aumentar as exportações.
  • Marcas locais, como a Cachamai, estão explorando novos mercados, como o Vietnã, com apoio de influenciadores e celebridades.
  • O mercado global de erva-mate, avaliado em US$ 2,4 bilhões, deve crescer para US$ 4,3 bilhões até 2035.

A Argentina, um dos maiores produtores de erva-mate, enfrenta desafios em suas exportações, que representam apenas 15% de sua produção total de 302,8 mil toneladas em 2024. Enquanto isso, o Brasil, maior exportador, aumentou suas vendas externas em 41% na última década, alcançando 48,9 mil toneladas.

O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, busca desregulamentar o setor para impulsionar as exportações. O ministro da desregulamentação, Federico Sturzenegger, afirmou que a Argentina tem um “produto nobre” e que é necessário “liberar obstáculos” para conquistar novos mercados. Apesar do crescimento das vendas externas, a erva-mate ainda é uma bebida de nicho fora do Cone Sul, com 80% das exportações argentinas destinadas ao mercado árabe.

Marcas locais, como a Cachamai, estão explorando novos mercados, como o Vietnã, impulsionadas por influenciadores e celebridades que promovem a bebida. A CEO da Cachamai, Graciela Rastelli, destacou que a divulgação por meio de plataformas como TikTok está ajudando a aumentar a conscientização sobre o mate. O mercado global de erva-mate, avaliado em US$ 2,4 bilhões, deve crescer para US$ 4,3 bilhões até 2035.

A Argentina, apesar de ser o maior consumidor de erva-mate, não lidera as exportações. Entre 2014 e 2024, as vendas argentinas cresceram apenas 30%, enquanto o Brasil expandiu suas exportações em 14,3 mil toneladas. O Brasil também abriu 13 novos mercados em 2024, incluindo Rússia e Japão. A falta de uma estratégia agressiva de exportação pode levar a Argentina a perder espaço no mercado global, onde o Brasil já se destaca.

O futuro da erva-mate argentina depende de sua capacidade de inovar e se adaptar às preferências dos consumidores internacionais. A crescente popularidade de bebidas prontas para beber e infusões em sachês pode ser uma oportunidade para o setor. Com a desregulamentação, mais de 20 novas marcas surgiram, permitindo que produtores aumentem sua lucratividade ao embalar sua própria erva.

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