- A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, planeja expandir suas operações na América Latina, focando em Chile, Peru, Colômbia e América Central.
- A empresa investirá em infraestrutura e crédito privado, além de aumentar sua equipe no México e Brasil.
- O responsável regional, Aitor Jauregui, mencionou que a BlackRock já investiu US$ 38 bilhões em ações e dívidas no Brasil e pretende aumentar esse valor.
- A empresa adquiriu a gestora de crédito privado HPS Investment Partners e a provedora de dados Preqin, atendendo à crescente demanda por investimentos em crédito privado.
- A BlackRock possui cerca de US$ 19 bilhões em ativos sob gestão de clientes brasileiros e está investindo em Brazilian Depositary Receipts de ETFs offshore, com planos de adicionar mais 29 produtos.
A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, anunciou planos de expansão na América Latina, com foco em Chile, Peru, Colômbia e América Central. O responsável regional, Aitor Jauregui, destacou que a empresa está investindo em infraestrutura e crédito privado, além de aumentar sua equipe no México e no Brasil.
Após três aquisições no ano passado, a BlackRock busca impulsionar seu crescimento na região. Jauregui afirmou que a empresa está “adicionando capacidades e recursos” para atender melhor o mercado local, com contratações em tecnologia e engenharia nas cidades de Monterrey e Cidade do México. No Brasil, a contratação de um novo executivo no início do ano reforça essa estratégia.
A expansão da BlackRock contrasta com a retração de outras instituições financeiras, como o HSBC, que tem reduzido suas operações na América Latina. Recentemente, o BTG Pactual adquiriu a unidade do HSBC no Uruguai, enquanto o Julius Baer e o Bank of Nova Scotia também venderam suas operações na região. Em contrapartida, a BlackRock vê oportunidades de investimento, especialmente em parcerias público-privadas para infraestrutura.
Oportunidades de Investimento
Jauregui ressaltou que os governos da região carecem de capital para investimentos em infraestrutura. Ele acredita que as parcerias público-privadas serão essenciais para fomentar o crescimento econômico, abrangendo desde ferrovias até infraestrutura digital, como data centers e inteligência artificial. A BlackRock já investiu US$ 38 bilhões em ações e dívidas no Brasil e planeja aumentar esse montante.
A empresa também adquiriu a gestora de crédito privado HPS Investment Partners e a provedora de dados Preqin. Jauregui observou que há uma demanda crescente por investimentos em crédito privado, especialmente entre os fundos de pensão mexicanos, que têm até 18% de seus portfólios alocados em mercados privados.
Crescimento no Brasil
Atualmente, a BlackRock possui cerca de US$ 19 bilhões em ativos sob gestão de clientes brasileiros. A empresa conta com aproximadamente 400 funcionários na América Latina, sendo 300 no México. Recentemente, a BlackRock contratou Fernando Garcia, ex-Morgan Stanley, para ajudar gestores locais a alinhar suas estratégias de investimento.
Além disso, a BlackRock está investindo em Brazilian Depositary Receipts de ETFs offshore, facilitando o acesso de investidores locais a esses produtos. A empresa possui atualmente 152 BDRs de ETFs offshore listados no Brasil e planeja adicionar mais 29.
Apesar de desafios como tarifas elevadas que afetam as exportações, a BlackRock continua otimista. Jauregui destacou que Chile e Peru são fontes de minerais essenciais para a descarbonização, enquanto o México permanece atraente para investimentos. No Brasil, o setor do agronegócio é visto como uma área promissora para novos investimentos.
Entre na conversa da comunidade