- As ações da Diageo subiram 7% após previsões de crescimento nas vendas e ampliação do plano de economia para US$ 625 milhões.
- A empresa espera um impacto tarifário anual maior, de US$ 200 milhões, devido a tarifas comerciais nos EUA.
- A alta nas ações é a maior em quase cinco anos, impulsionada pela expectativa de crescimento orgânico das vendas de 1,7%.
- Marcas como Guinness e Don Julio apresentaram crescimento nas vendas de 12% e 37%, respectivamente.
- Nik Jhangiani foi nomeado CEO interino após a saída de Debra Crew e a empresa está reorganizando suas operações na Europa.
As ações da Diageo subiram 7% após a empresa anunciar previsões otimistas de crescimento nas vendas e a ampliação de seu plano de economia para US$ 625 milhões. A fabricante de bebidas, conhecida pelo uísque Johnnie Walker, espera um impacto tarifário anual maior, de US$ 200 milhões, devido a tarifas comerciais nos EUA.
A alta nas ações representa o maior crescimento em quase cinco anos, impulsionado pela expectativa de que o crescimento orgânico das vendas se iguale ao aumento de 1,7% registrado no ano anterior. A demanda crescente entre consumidores mais jovens tem sido um fator positivo, segundo a empresa.
A Diageo já havia enfrentado dificuldades financeiras, com uma queda de quase 30% nas ações até o início da semana. A empresa, que também viu uma redução de 39% em seu lucro líquido, agora busca mitigar os efeitos das tarifas, que variam de 10% a 15% para diferentes regiões. Apesar das dificuldades, marcas como Guinness e Don Julio apresentaram crescimento nas vendas, com aumentos de 12% e 37%, respectivamente.
Mudanças na Liderança e Estratégia
Após a saída repentina da CEO Debra Crew, Nik Jhangiani foi nomeado CEO interino. Ele destacou que, embora o ambiente de consumo continue desafiador, a Geração Z está gastando mais em bebidas, especialmente em coquetéis prontos para beber. A Diageo está reorganizando suas operações na Europa para atender a diferentes preferências de mercado, como a divisão das equipes para o sul da Europa.
Os analistas observam que, apesar da incerteza sobre o consumo de álcool, a Diageo mantém uma participação de 65% em seus mercados. Duncan Fox, analista da Bloomberg Intelligence, acredita que a empresa está bem posicionada para alcançar suas metas de crescimento, considerando os custos das tarifas.
A empresa se prepara para decidir sobre um novo líder permanente até o final de outubro, enquanto continua a focar em produtos premium em um cenário onde os consumidores buscam qualidade em vez de quantidade.
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