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Estrangeiros realizam sonhos de férias na Grécia enquanto locais são excluídos

Cerca de 46% dos gregos abrem mão das férias de verão, enquanto o turismo interno enfrenta uma crise sem precedentes em 2025

Foto: Reprodução
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  • Em 2025, 46% dos gregos desistiram das férias de verão devido ao aumento dos preços e salários estagnados.
  • A tradição de viajar para as ilhas, especialmente em agosto, tornou-se inacessível para muitos.
  • O proprietário de uma empresa de passagens para as ilhas do Golfo Sarônico relatou uma queda de 50% nas vendas.
  • A média salarial de €1.342 por mês não cobre os custos de uma viagem, que pode chegar a €450 para uma família de quatro pessoas.
  • O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, anunciou medidas de alívio, mas muitos gregos ainda enfrentam dificuldades financeiras.

Grecia enfrenta crise no turismo interno em 2025

Em 2025, 46% dos gregos estão desistindo das férias de verão devido à alta dos preços e salários estagnados. A tradição de viajar para as ilhas, especialmente em agosto, está se tornando inacessível para muitos. O turismo, vital para a economia grega, enfrenta um paradoxo: enquanto o país atrai milhões de visitantes, os locais não conseguem mais arcar com os custos.

Tassos Papadopoulos, que vende passagens para as ilhas do Golfo Sarônico, observa que as vendas caíram 50% em relação ao ano anterior. As filas para embarque, que antes eram longas, agora estão vazias. Em Aegina, uma das ilhas mais próximas de Atenas, o número de visitantes caiu drasticamente. Konstantinos Tsantas, proprietário de um negócio de esportes aquáticos, relata que as praias estão desertas, refletindo a realidade de muitos gregos que não conseguem mais viajar.

A situação é corroborada por Takis Kalofonos, do EKKE, que afirma que um em cada dois gregos não fará férias este ano. A média salarial de €1.342 por mês não cobre os custos de uma viagem, que pode chegar a €450 para uma família de quatro pessoas. O sonho de visitar as ilhas mais distantes se tornou inviável para muitos.

Impacto econômico

O turismo trouxe €21,7 bilhões em receita em 2024, mas a inflação e os preços elevados tornaram as férias uma realidade distante para os locais. Um estudo da Eurostat revela que 46% dos gregos não conseguem pagar uma semana de férias, um número 19% superior à média da União Europeia. A crise afeta principalmente a classe média, que já sofre com as consequências das medidas de austeridade.

O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, prometeu medidas de alívio, como redução de impostos e aumento do salário médio para €1.500 até 2027. Entretanto, muitos gregos sentem que as promessas não se traduzem em melhorias em suas vidas. Aris Apikian, um comerciante em Atenas, destaca que enquanto turistas desfrutam das belezas do país, os locais enfrentam dificuldades financeiras.

A combinação de preços altos e salários baixos está transformando as férias de verão em um luxo inalcançável, fazendo com que muitos gregos optem por passar o tempo em suas cidades ou vilarejos, longe das praias que antes eram sinônimo de alegria e descanso.

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