- O Grupo Wine, maior varejista de vinhos do Brasil, faturou R$ 987 milhões em 2024.
- A empresa, sob a liderança do CEO Alexandre Magno, foca na rentabilidade e na expansão internacional.
- A estratégia prioriza vinhos de entrada, com 80% dos importados custando até US$ 35 a caixa.
- O clube de assinatura, criado em 2010, é fundamental para a aquisição e retenção de clientes, além de educar os consumidores.
- A Wine também investe em marcas próprias e está ampliando seu portfólio para incluir rótulos de alta gama, enquanto monitora a reforma tributária.
O Grupo Wine, maior varejista de vinhos do Brasil, alcançou um faturamento de R$ 987 milhões em 2024 e projeta resultados semelhantes para este ano. Sob a liderança do CEO Alexandre Magno, a empresa está reorientando suas prioridades para focar na rentabilidade, enquanto mantém planos de expansão internacional.
A estratégia do Grupo Wine se concentra em vinhos de entrada, que dominam o mercado nacional. Magno destaca que 80% dos vinhos importados vendidos no Brasil custam até US$ 35 a caixa, o que reforça a posição da empresa nesse segmento. O clube de assinatura, criado em 2010, é um dos principais canais de aquisição e retenção de clientes, oferecendo garrafas selecionadas mensalmente por profissionais especializados.
Foco no Consumidor
O clube de assinatura é visto como uma ferramenta educativa, ajudando os consumidores a desenvolverem seu paladar. Magno afirma que “para você se tornar um consumidor melhor de vinho, tem que ter litragem”, referindo-se à importância do consumo regular. O preço acessível é considerado um fator decisivo para aumentar o consumo, permitindo que os clientes experimentem diferentes rótulos sem medo de errar.
O mercado de vinhos no Brasil movimenta cerca de R$ 20 bilhões anuais, com 44 milhões de consumidores regulares. O consumo per capita aumentou de 1,6 litros em 2015 para 2,5 litros atualmente. A Wine se beneficia desse crescimento, especialmente no segmento de vinhos de entrada, que é onde a empresa se destaca.
Marcas Próprias e Tendências
A Wine também investe em marcas próprias, como Metropolitano e Kaipu, desenvolvidas em parceria com vinícolas no Brasil e no Chile. Essas marcas têm um custo menor e ajudam a aumentar a margem de lucro. Além disso, a empresa observa uma mudança nas preferências dos consumidores, com um aumento no interesse por vinhos brancos e opções mais leves.
Apesar do foco em vinhos acessíveis, a Wine está ampliando seu portfólio para incluir rótulos de alta gama, com preços a partir de R$ 150. Magno acredita que é possível oferecer mais opções sem perder o foco na base de consumidores. O cenário atual, marcado por desafios como a concorrência crescente e a importação ilegal de vinhos, exige que a Wine permaneça atenta às mudanças no mercado.
A empresa também está monitorando a reforma tributária, que pode impactar sua estratégia de estocagem e distribuição. Magno afirma que a mudança para um IVA de 26% deve ter efeito neutro sobre os resultados, mas o imposto seletivo ainda gera incertezas. O objetivo é consolidar a Wine como referência no mercado, melhorando a experiência do clube de assinatura e incentivando a migração para categorias superiores.
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