- Desde 2019, a participação do setor privado no saneamento básico no Brasil cresceu significativamente, alcançando 32,7% dos municípios com operadores privados.
- A previsão é que esse número chegue a 50% até 2026, totalizando 2.766 municípios sob gestão privada.
- Em 2023, os investimentos no setor atingiram R$ 24,7 bilhões, o maior volume já registrado, com 60 leilões realizados desde a aprovação do marco legal em 2020.
- A infraestrutura de saneamento avançou, com um crescimento de 21% na rede de abastecimento de água e 16% na rede de esgoto, resultando em 197,6 mil km de novas redes.
- Apesar dos avanços, 68% dos municípios ainda precisam atender as metas de universalização de água potável e esgoto até 2033.
Desde 2019, o Brasil tem experimentado um crescimento significativo na participação do setor privado no saneamento básico. Atualmente, 32,7% dos municípios contam com operadores privados, um aumento de 525% em seis anos. A previsão é que esse número chegue a 50% até 2026, com 2.766 municípios sob gestão privada.
Os investimentos no setor atingiram R$ 24,7 bilhões em 2023, o maior volume já registrado. De acordo com a Abcon-Sindcon, o marco legal de 2020, que visa a universalização dos serviços de água e esgoto até 2033, tem sido crucial para atrair esses investimentos. Desde sua aprovação, foram realizados 60 leilões, resultando em R$ 181,6 bilhões em contratos.
Avanços na Infraestrutura
Entre 2019 e 2023, a infraestrutura de saneamento no Brasil avançou consideravelmente. A rede de abastecimento de água cresceu 21%, enquanto a de esgoto aumentou 16%, totalizando 197,6 mil km de novas redes. O acesso ao saneamento básico agora atinge 69,9% das residências, com 6 milhões de novas conexões à rede de esgoto.
A presença da iniciativa privada tem sido um fator importante para essa expansão. A superintendente técnica da Abcon, Ilana Ferreira, destaca que o investimento por ligação feito por operadores privados é 75% superior à média nacional. Apesar disso, a participação privada nos investimentos totais ainda é considerada minoritária, com 27,3% entre 2020 e 2023.
Desafios e Metas Futuras
Embora o cenário tenha melhorado, o Brasil ainda enfrenta desafios para atingir as metas de universalização. Atualmente, 68% dos municípios possuem contratos que visam atender 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033. A nova legislação tornou a tarifa social obrigatória, beneficiando 4,1 milhões de residências de baixa renda.
Os próximos leilões de saneamento estão programados para estados como Pernambuco e Rondônia, com investimentos que somam R$ 23,2 bilhões. A expectativa é que a universalização do saneamento melhore a qualidade da água em mais de 110 mil km de rios, beneficiando 74 milhões de pessoas até 2026.
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