- O Ministério da Fazenda está criando um sistema que permitirá a exclusão simultânea de contas em sites de apostas on-line.
- A iniciativa visa combater a ludopatia, um vício crescente no Brasil.
- Desde a regularização das apostas em 2018, as casas de apostas devem oferecer opções de autoexclusão.
- Com a nova ferramenta, os apostadores também deixarão de receber publicidade relacionada a apostas.
- O Ministério da Saúde investirá na formação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender casos de ludopatia.
O Ministério da Fazenda está desenvolvendo um sistema inovador que permitirá aos apostadores excluir todas as suas contas em sites de apostas on-line de uma só vez. Essa iniciativa visa mitigar os impactos negativos da ludopatia, um vício crescente no Brasil. Desde a regularização das apostas on-line em 2018, as casas de apostas já são obrigadas a oferecer opções de autoexclusão, mas a nova ferramenta busca unificar esse processo.
Além da exclusão de contas, ao utilizar essa funcionalidade, os apostadores também deixarão de receber publicidade relacionada a apostas. O projeto é resultado de um esforço conjunto entre o Ministério da Fazenda, o Ministério da Saúde, o Ministério do Esporte e a Secretaria de Comunicação. O Ministério da Saúde, por sua vez, planeja investir na formação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender casos de ludopatia.
Dados Relevantes
Uma pesquisa realizada pela O GLOBO/Ipsos-Ipec revelou que 16,6% dos torcedores brasileiros já participaram de apostas em partidas de futebol. Dados da Secretaria de Apostas e Prêmios (SPA) indicam que 17,7 milhões de pessoas acessaram plataformas de apostas autorizadas no primeiro semestre de 2025. Em contrapartida, mais de 15,4 mil sites ilegais foram removidos, refletindo um esforço do governo para regularizar o setor.
A receita bruta das empresas autorizadas de apostas e jogos on-line alcançou R$ 17,4 bilhões no mesmo período. A regularização das apostas no Brasil, aprovada pelo Congresso em 2023, representa um marco importante na legislação do país, que começou em 2018 sob a administração do ex-presidente Michel Temer.
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