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Supremo Tribunal da África do Sul considera inconstitucional proibição de sobrenome da esposa

Tribunal Constitucional da África do Sul permite que maridos adotem sobrenome das esposas, promovendo igualdade de gênero na legislação

Homem desce as escadas do Tribunal Constitucional em Joanesburgo, África do Sul (Foto: Reprodução)
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  • O Tribunal Constitucional da África do Sul declarou inconstitucional a Lei de Registro de Nascimentos e Mortes de 1992, que impedia maridos de adotarem o sobrenome das esposas ou hifenizarem os sobrenomes.
  • A decisão, que deve ser implementada em até dois anos, representa um avanço em igualdade de gênero.
  • O caso foi movido por dois casais que alegaram discriminação de gênero.
  • A nova determinação exige que o governo e o presidente Cyril Ramaphosa revisem a legislação para refletir a mudança.
  • A decisão gerou reações mistas nas redes sociais, com alguns apoiando e outros criticando a alteração.

JOHANNESBURGO — O Tribunal Constitucional da África do Sul declarou, nesta quinta-feira, que a Lei de Registro de Nascimentos e Mortes de 1992, que proibia maridos de adotarem o sobrenome das esposas ou de hifenizarem os sobrenomes, é inconstitucional. A decisão, que deve ser implementada em até dois anos, permite que os homens escolham o sobrenome da esposa, representando um avanço significativo em termos de igualdade de gênero.

O caso que levou à decisão foi movido por dois casais que alegaram discriminação de gênero. Andreas Nicolaas Bornman e Jess Donnelly-Bornman desejavam hifenizar seus sobrenomes, enquanto Henry van der Merwe queria adotar o sobrenome de sua esposa, Jana Jordaan. A Justiça considerou que a legislação vigente discriminava os homens ao restringir suas opções de nome.

A decisão gerou reações diversas nas redes sociais. Muitos aplaudiram a mudança como um passo progressista para a democracia sul-africana, enquanto outros criticaram, alegando que isso poderia desestabilizar tradições culturais. Um usuário expressou preocupação de que a nova regra poderia “destruir normas e valores” de comunidades indígenas africanas.

A lei anterior permitia apenas que mulheres mudassem seus sobrenomes em função do estado civil. A nova determinação do tribunal exige que o governo e o presidente Cyril Ramaphosa revisem a legislação para refletir a nova realidade social. A África do Sul já é pioneira em várias questões de direitos civis, tendo sido o primeiro país africano a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2006.

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