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Defensoria denuncia preços abusivos de hospedagem para a COP30 em comparação ao Círio

Defensoria Pública do Pará denuncia aumentos de até 1.976% nas diárias de hotéis durante a COP30 em comparação ao Círio de Nazaré.

Hotel em construção em Belém para a COP30 (Foto: Reprodução)
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  • A cidade de Belém se prepara para a COP30, conferência internacional sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em novembro e deve atrair cerca de 50 mil visitantes.
  • A Defensoria Pública do Pará identificou aumentos abusivos nas diárias de hotéis, com preços até 20 vezes maiores que durante o Círio de Nazaré.
  • Uma ação civil pública foi movida contra plataformas de reservas, como Booking.com e Agoda, devido a esses aumentos.
  • Exemplos de aumentos incluem o hotel Rede Andrade Hangar, que cobra R$ 5.143 durante o Círio e R$ 105,9 mil na COP30, e o Rede Andrade Docas, que vai de R$ 6.870 para R$ 62,7 mil.
  • A Defensoria Pública monitorará os preços de hospedagem a cada 15 dias e já retirou anúncios com valores excessivos de algumas plataformas.

A cidade de Belém se prepara para a COP30, conferência internacional sobre mudanças climáticas, marcada para novembro. O evento deve atrair cerca de 50 mil visitantes, semelhante ao Círio de Nazaré, que em 2024 reuniu 2 milhões de pessoas. No entanto, a Defensoria Pública do Pará identificou aumentos abusivos nas diárias de hotéis, que chegam a ser 20 vezes mais caras durante a COP30 em comparação ao Círio.

A ação civil pública foi movida contra plataformas de reservas como Booking.com e Agoda. O levantamento da Defensoria revelou que, por exemplo, o hotel Rede Andrade Hangar cobra R$ 5.143 por uma diária durante o Círio, enquanto o mesmo quarto custa R$ 105,9 mil na COP30, um aumento de 1.976%. Outros estabelecimentos também apresentaram aumentos significativos, como o Rede Andrade Docas, que passa de R$ 6.870 para R$ 62,7 mil.

Ação da Defensoria

A Defensoria Pública está em contato com as plataformas para exigir explicações sobre os preços. O coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor, Cássio Bitar, afirmou que as plataformas devem notificar os hotéis para que os preços sejam ajustados. Caso contrário, os anúncios poderão ser retirados do ar. A responsabilidade das plataformas em relação aos preços foi reforçada por decisões do Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, o Airbnb adotou uma postura colaborativa, orientando anfitriões a não praticarem aumentos abusivos. A plataforma alertou que preços excessivos podem resultar em responsabilização civil. O Airbnb, que oferece cerca de 26 mil leitos para o evento, reportou uma redução de 30% nos preços em relação aos valores anteriores.

Monitoramento Contínuo

A Defensoria Pública continuará a monitorar os preços de hospedagem a cada 15 dias. Além disso, o Hoteis.com já retirou anúncios com valores excessivos. As autoridades também estão catalogando preços de transporte e alimentação em Belém para garantir que não haja abusos durante a COP30.

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