- Julius Wafula, de noventa e dois anos, vive em Bungoma County, no Quênia, em uma casa de barro com telhado de ferro; a nova casa de sete quartos construída para a família ficou vazia.
- Ele deseja reconciliar-se com seus doze filhos, que se afastaram por disputas sobre quem cuida dele e pelas diferenças religiosas — três se converteram ao islamismo e outros seguem diferentes igrejas cristãs.
- Wafula encontrou Jesus após a visita de um amigo, tornou-se batizado e abandonou álcool e fumo; pediu a mediação do pastor Matthias Wanjala para uma reunião familiar no dia dezessete ou próximo de dezembro, em sua casa.
- O pastor Wanjala, líder da Igreja Evangélica Pentecostal de África, atua há mais de trinta anos promovendo reconciliações, reunindo familiares com joelhos, oração e ensinamentos sobre perdão.
- Eventos de reconciliação também acontecem em comunidades: igrejas como Glory Tabernacle e Holy Peace Fire promovem encontros natalinos de perdão, refeições e doações; Wafula quer que a família siga unida antes de falecer.
Ninety-two anos, Julius Wafula vive em Bungoma, no Quênia, em uma casa simples com teto de ferro antiga. O filho mais velho deixou de visitar; a família está desfeita após a morte da esposa, Mary, em 2018. O idoso espera que a igreja ajude a reunificar a família ainda em vida.
Após a morte de Mary, Wafula encontrou a fé e deixou de beber e fumar. Foi batizado, mas a reconciliação com os filhos não avançou. Três deles se converteram ao islamismo; outros frequentam diferentes igrejas cristãs. O distanciamento persiste.
Este Natal, Wafula pediu ao pastor Matthias Wanjala que medi essa reunião familiar para resolver as divergências. Wanjala lidera a igreja Pentecostal Evangelistic Fellowship of Africa e atua há mais de 30 anos em ministérios de reconciliação.
A atuação do pastor e de outras igrejas
Wanjala percorre visitas domiciliárias, convoca os membros e lidera encontros com três a quatro pastores auxiliares para orar, ler a Bíblia e ensinar perdão. O objetivo é que a família reconheça erros, peça perdão e reconcilie-se.
Pastor Anthony Juma, da Full Gospel Church em Kitale, afirma que conflitos familiares prejudicam também a vida espiritual da igreja, levando alguns membros a se afastarem. A mediação é vista como forma de evitar que o inimigo se aproveite da ruptura.
Outra abordagem é promovida pela Glory Tabernacle, em Kakamega, que organiza encontros de reconciliação durante o Natal. Familiares e idosos, independentemente da religião, participam de alimentos, roupas e palestras sobre perdão, buscando transformar as disputas em união.
Casos de fé que inspiram comunidades
Jacinta Muthoni, cristã que frequenta a Glory Tabernacle, participou pela primeira vez há três anos. Ela resolveu pedir aos vizinhos que comparecessem à reunião para encerrar desavenças geradas por prejuízos na lavoura. A experiência a levou a buscar perdão e a pedir perdão aos outros.
O Natal também é visto como momento de reduzir diferenças geracionais. Casos de jovens que voltam para casa para conflitos com os pais são tratados em encontros presenciais, com mediação de líderes religiosos.
Pastora Rose Zadock, da Holy Peace Fire, em Kakamega, aponta conflitos ligados a relacionamentos amorosos como comum entre pais e filhos. Ela orienta respostas menos duras e ensina jovens a manterem relacionamentos sem pecado, enquanto incentiva os pais a ouvir mais.
O caso de Wafula neste Natal
Para Wafula, a reconciliação com os 12 filhos, com idades entre 30 e 68, é prioridade deste Natal. Todos aceitaram participar do encontro no dia 23 de dezembro, na casa do avô, que ficou pronta para recebê-los. O avô planeja pedir perdão a cada filho e entre eles, buscando um reencontro sólido.
Como celebração, Wafula destinou uma vaca, duas cabras e várias galinhas para o almoço de festa. O desejo é celebrar uma reunião familiar semelhante à parábola do filho pródigo, conforme a visão do evangelho.
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