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Oração entre pais e filhos não é rotina na maioria dos lares

Menos de um terço de pais nos EUA ora com os filhos com frequência; trabalho e cansaço atrapalham a prática religiosa familiar, mesmo com maior engajamento entre pais jovens

Oração entre pais e filhos não é rotina na maioria dos lares
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  • Apenas 29% dos pais entrevistados nos EUA dizem orar com os filhos diariamente ou com frequência; 16% o fazem todos os dias e 13% regularmente.
  • A maioria não mantém prática de oração em família: 15% oram raramente e 35% nunca o fazem.
  • Entre cristãos praticantes, 72% dos pais oram com os filhos diariamente ou com frequência; leitura da Bíblia em família ocorre com menor frequência (14% diariamente/frequente).
  • 92% dos pais cristãos praticantes relatam apoio das igrejas locais; entre famílias com filhos, o interesse pela igreja varia conforme a faixa etária.
  • Diferenças geracionais existem: na Geração Z, 62% dos pais se identificam como cristãos, vs 44% de adultos da mesma geração sem filhos; entre millennials, 64% dos pais cristãos frente a 49% sem filhos.

A oração em família não é prática comum entre muitos lares nos EUA, aponta uma nova pesquisa da Sociedade Bíblica Americana. O estudo, parte da segunda edição do relatório Estado da Bíblia: EUA 2026, analisa hábitos espirituais de pais e o vínculo com a igreja. A coleta ocorreu entre 8 e 27 de janeiro com 2.649 adultos, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Segundo o levantamento, 29% dos pais oram com os filhos diariamente ou com frequência. Desses, 16% o fazem todos os dias e 13% com regularidade. Outros 21% relatam oração ocasional. Em contraste, 15% oram raramente e 35% nunca o fazem em casa.

A pesquisa aponta que a maioria tem pouca ou nenhuma prática de oração em família. Entre os pais, 35% nunca rezam com os filhos, e 15% oram apenas rara vez. Cristãos praticantes apresentam números mais elevados, mas ainda assim modestos em comparação com a população como um todo.

Ansiedade, fé e engajamento

John Farquhar Plake, diretor de inovação da Sociedade Bíblica Americana e editor-chefe, comenta que há abertura à Bíblia entre muitos pais, mas pouca transformação em prática. Fatores como trabalho, responsabilidades familiares e cansaço dificultam o engajamento espiritual doméstico.

O estudo aponta que pais tendem a demonstrar maior interesse pela Bíblia do que pessoas sem filhos, mas o patamar de engajamento efetivo continua baixo. Plake incentiva as igrejas a oferecerem apoio mais estruturado às famílias, especialmente em momentos de sobrecarga emocional.

Entre cristãos praticantes, 72% dizem orar com os filhos diariamente ou com frequência. A leitura bíblica em família é realizada com menor intensidade: 14% dizem ler diariamente ou com frequência, 25% o fazem ocasionalmente, enquanto 62% raramente ou nunca leem as Escrituras com os filhos. Entre esse grupo, o índice entre praticantes sobe para 45%.

Participação e apoio da igreja

A relação com a igreja varia conforme a faixa etária dos filhos. Pais de crianças de 2 a 5 anos relatam maior aprovação: 72% afirmam que as crianças gostam de ir à igreja. Entre 6 a 12 anos, 66%; entre 13 a 17 anos, 61%.

Nível de apoio recebido das igrejas locais é alto entre pais cristãos praticantes: 92% se dizem apoiados. Proporção similar se observa entre protestantes evangélicos, mães e pais da Geração X. Entre cristãos nominais ou sem religião, metade percebe esse suporte.

Dentre as principais fontes de estresse na criação, apenas 10% apontam as necessidades espirituais das crianças como grande preocupação. Trabalho, cansaço emocional, questões financeiras e orientação dos filhos aparecem com maior frequência.

Entre gerações, há diferenças marcantes na identificação religiosa. Pais da Geração Z com filhos apresentam 62% de identificação cristã, frente a 44% entre adultos da mesma geração sem filhos. Entre millennials, 64% dos pais dizem ser cristãos, ante 49% sem filhos. A Geração X mostra menor diferença.

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