A Missão Portas Abertas divulgou um relatório alarmante, afirmando que não há mais igrejas evangélicas abertas na Argélia após anos de repressão. Desde 2019, as 47 igrejas protestantes do país enfrentam uma crescente perseguição por parte do governo islâmico, que se intensificou em 2024, afetando cerca de 60.800 protestantes e 42.900 pentecostais. Até maio de […]
A Missão Portas Abertas divulgou um relatório alarmante, afirmando que não há mais igrejas evangélicas abertas na Argélia após anos de repressão. Desde 2019, as 47 igrejas protestantes do país enfrentam uma crescente perseguição por parte do governo islâmico, que se intensificou em 2024, afetando cerca de 60.800 protestantes e 42.900 pentecostais. Até maio de 2023, quatro igrejas ainda estavam em funcionamento, mas todas foram forçadas a fechar.
A repressão inclui leis que proíbem a conversão de muçulmanos e atividades que possam abalar a fé islâmica. As igrejas evangélicas, portanto, operam clandestinamente, enquanto as católicas, que atendem principalmente estrangeiros, continuam autorizadas a funcionar. O pastor Youssef Ourahmane, vice-presidente da Igreja Protestante da Argélia, foi condenado a um ano de prisão em maio de 2024 por conduzir cultos não autorizados.
A situação é crítica para os cristãos que se convertem do Islã, enfrentando perseguições severas de autoridades e familiares. Mulheres convertidas estão em risco de casamento forçado e violência, enquanto homens podem ser demitidos, presos ou agredidos. A cristã Naasima, que pediu para não ser identificada, expressou sua fé, afirmando que “Deus é bom o tempo todo” e que acredita em um futuro melhor.
A Portas Abertas pede orações pela reabertura das igrejas e pela proteção dos cristãos locais, que buscam maneiras de manter a comunhão em meio à repressão. A Argélia ocupa a 19ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024, refletindo a grave situação enfrentada pelos cristãos no país.
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