O pastor Lorenzo Rosales Fajardo foi libertado após três anos de prisão em Cuba, conforme anunciou o International Christian Concern (ICC), que monitora a perseguição religiosa global. Sua soltura faz parte de um acordo que resultou na libertação de 553 prisioneiros, mediado pelo Vaticano. Fajardo, que lidera a Igreja Independente Monte de Sion em Palma […]
O pastor Lorenzo Rosales Fajardo foi libertado após três anos de prisão em Cuba, conforme anunciou o International Christian Concern (ICC), que monitora a perseguição religiosa global. Sua soltura faz parte de um acordo que resultou na libertação de 553 prisioneiros, mediado pelo Vaticano. Fajardo, que lidera a Igreja Independente Monte de Sion em Palma Soriano, foi detido em 2021 por protestar contra as violações dos direitos humanos do regime comunista.
Os protestos que levaram à sua prisão ocorreram em 11 de julho de 2021, quando milhares de cubanos, incluindo líderes cristãos, saíram às ruas em busca de melhores condições de vida e reformas democráticas. A resposta do governo foi violenta, com a polícia e a Segurança Nacional atacando manifestantes, resultando na prisão de Fajardo e outros. Ele foi acusado de incitação criminal, agressão, desordem pública e desrespeito, sendo condenado a sete anos de prisão em maio de 2022.
A situação de Fajardo na prisão foi denunciada pela Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), que relatou que ele foi torturado, incluindo um episódio em que perdeu um dente após ser espancado. Em fevereiro de 2024, a ONU confirmou que sua detenção foi arbitrária. A Anistia Internacional destacou que os protestos em Cuba surgiram em resposta à má gestão do governo, que resultou em escassez de alimentos e remédios.
O ICC alertou que governos comunistas, como o de Cuba, frequentemente reprimem protestos e usam acusações infundadas para intimidar a população. Os cristãos, em particular, são alvos de ataques devido às suas críticas ao regime. O Índice Global de Perseguição de 2024 indicou que a repressão religiosa tem aumentado, com Cuba ocupando a 26ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas.
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