O golpe militar em fevereiro de 2021 em Mianmar resultou em graves consequências para os cristãos do país, com mais de 100 mil pessoas forçadas a deixar suas casas. Os estados de Chin e Kachin, onde quase 90% da população é cristã indígena, foram os mais impactados, com os cristãos sendo frequentemente vistos como apoiadores […]
O golpe militar em fevereiro de 2021 em Mianmar resultou em graves consequências para os cristãos do país, com mais de 100 mil pessoas forçadas a deixar suas casas. Os estados de Chin e Kachin, onde quase 90% da população é cristã indígena, foram os mais impactados, com os cristãos sendo frequentemente vistos como apoiadores da oposição ao regime militar. Essa situação agravou a perseguição já existente, com autoridades atacando igrejas e instituições cristãs.
Tun Maung, um cristão que se refugiou com sua família, relata que, após a tomada do poder, as forças da Junta Militar invadiram igrejas, bombardeando, incendiando e saqueando esses locais. Em contraste, os templos budistas foram respeitados. Apesar de estar deslocado há anos, Tun continua a compartilhar sua fé e a treinar outros cristãos para enfrentar a perseguição de forma bíblica, destacando a receptividade e a abertura dos cristãos para o aprendizado.
Ele expressa gratidão pelo apoio recebido de parceiros locais da Portas Abertas, que têm ajudado nas necessidades básicas dos deslocados. Tun também faz um apelo por orações, não apenas pela situação dos cristãos, mas também pela conversão de Min Aung Hlaing, o líder do golpe, a quem ele deseja que um dia aceite a fé cristã.
A organização Portas Abertas convida as igrejas a se mobilizarem para o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2025, incentivando a oração pela paz e pelo sustento dos cristãos que foram obrigados a fugir. A oração é vista como uma ferramenta poderosa para mudar a realidade enfrentada por muitos, como Tun, em Mianmar.
Entre na conversa da comunidade