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Cristã norte-coreana exalta liberdade religiosa no Brasil e incentiva a evangelização

- A Coreia do Norte é o país mais hostil ao cristianismo, com severas punições. - Kim Sang-Hwa, desertora, descobriu a fé cristã em um ambiente opressivo. - Sua família viveu a fé em segredo, temendo delações e punições severas. - Kim compartilha sua experiência de liberdade religiosa na Coreia do Sul. - Ela incentiva brasileiros a valorizarem a liberdade de adoração e evangelismo.

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A Coreia do Norte é reconhecida como o país mais fechado ao Evangelho, com proibições severas sobre igrejas, Bíblias e evangelismo. De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, a conversão ao cristianismo pode resultar em prisão, tortura, trabalho forçado e até morte. As punições se estendem à família do […]

A Coreia do Norte é reconhecida como o país mais fechado ao Evangelho, com proibições severas sobre igrejas, Bíblias e evangelismo. De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, a conversão ao cristianismo pode resultar em prisão, tortura, trabalho forçado e até morte. As punições se estendem à família do convertido, atingindo até a terceira geração, tornando o cristão um criminoso aos olhos do regime.

Historicamente, a Coreia do Norte tinha uma comunidade cristã significativa, com cerca de 500 mil cristãos antes da divisão do país na década de 1950. O avivamento de 1907 transformou Pyongyang na “Jerusalém do Oriente”, com o surgimento de centenas de igrejas e instituições cristãs. Kim Sang-Hwa, uma cristã norte-coreana, compartilha que sua família viveu essa liberdade, mas ela cresceu sob um regime que controla rigidamente a vida dos cidadãos, especialmente os cristãos.

Kim descobriu a fé de sua família aos nove anos, ao encontrar uma Bíblia escondida. Após questionar seu pai, ele lhe apresentou o Evangelho, revelando a criação de Deus e a verdadeira identidade que ela poderia ter. A partir desse momento, Kim começou sua jornada de fé, entendendo que, apesar do controle estatal, ela poderia ter um relacionamento pessoal com Deus, o que transformou sua percepção de identidade e cidadania.

A prática da fé na Coreia do Norte é clandestina, com cristãos se reunindo em segredo e utilizando negócios familiares para encontros. Kim relata que seu pai evangelizou um vizinho por trinta anos, que, em seu leito de morte, revelou ser um agente do regime, mas nunca os denunciou. Após fugir para a China e, posteriormente, para a Coreia do Sul, Kim enfatiza a importância da liberdade religiosa, encorajando os brasileiros a valorizarem sua capacidade de adorar e evangelizar sem medo.

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