O governo de Fiji anunciou a abertura de uma embaixada em Jerusalém, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores na última terça-feira, dia 18. O processo incluirá avaliações de risco realizadas em conjunto com o Ministério da Defesa e agências relevantes. O primeiro-ministro Sitiveni Rabuka confirmou a decisão durante a Conferência de Segurança de Munique, […]
O governo de Fiji anunciou a abertura de uma embaixada em Jerusalém, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores na última terça-feira, dia 18. O processo incluirá avaliações de risco realizadas em conjunto com o Ministério da Defesa e agências relevantes. O primeiro-ministro Sitiveni Rabuka confirmou a decisão durante a Conferência de Segurança de Munique, destacando que Fiji se tornará o sétimo país a manter uma embaixada na cidade, juntando-se a nações como Estados Unidos, Guatemala e Honduras.
A maioria dos países ainda mantém suas embaixadas em Tel Aviv devido a questões políticas relacionadas à cidade, que é considerada sagrada por diversas religiões. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, elogiou a decisão de Fiji, chamando-a de “histórica” e reafirmando Jerusalém como a “capital eterna do povo judeu”. A proposta de abrir a embaixada foi inicialmente revelada por Rabuka em outubro de 2023, após um ataque do grupo terrorista Hamas.
Rabuka expressou o forte desejo de conectar Fiji a Israel, mencionando a proximidade cultural com os descendentes de Abraão. Ele assumiu o cargo de primeiro-ministro em 2022, liderando um governo tripartidário que inclui o partido cristão de direita Sodelpa, e a embaixada em Jerusalém era uma de suas promessas de campanha. A decisão é vista como resultado de uma campanha de longa data da Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém, que promove o apoio a Israel nas igrejas do Pacífico Sul.
A abertura da embaixada em Jerusalém é considerada um apoio significativo para Israel, especialmente em um momento de críticas intensas devido ao conflito que se intensificou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Em dezembro do ano passado, o Paraguai também reabriu sua embaixada na cidade, refletindo uma tendência crescente de reconhecimento internacional da capital israelense.
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