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Monjes tibetanos invocam deuses furiosos em dança ritual no Himalaia

- O festival de Losar celebra o Ano Novo tibetano com danças cham vibrantes. - Monges do mosteiro Palpung Sherabling dançaram em homenagem à deidade Mahakala. - A dança culminou na queima de uma escultura de Mahakala feita de farinha e manteiga. - O mosteiro, fundado no século dezoito, é parte da escola Karma Kagyu do budismo tibetano. - A cerimônia visa purificar o ambiente, removendo obstáculos e energias negativas.

No dia anterior ao Ano Novo tibetano, conhecido como Losar, os monges do mosteiro Palpung Sherabling, localizado em Baijnath, Himachal Pradesh, realizaram uma dança tradicional chamada cham. Vestidos com roupas coloridas e máscaras imponentes, eles dançaram ao som de tambores, címbalos e trompetes, evocando a presença do deus budista Mahakala, que é representado com uma […]

No dia anterior ao Ano Novo tibetano, conhecido como Losar, os monges do mosteiro Palpung Sherabling, localizado em Baijnath, Himachal Pradesh, realizaram uma dança tradicional chamada cham. Vestidos com roupas coloridas e máscaras imponentes, eles dançaram ao som de tambores, címbalos e trompetes, evocando a presença do deus budista Mahakala, que é representado com uma coroa de crânios e segurando um Vajra. Esta cerimônia tem como objetivo remover obstáculos e purificar o ambiente de energias negativas.

O mosteiro, que pertence à escola Karma Kagyu do budismo tibetano, foi fundado no século XVIII em Tibet e abriga monges que vêm de famílias tibetanas exiladas, além de moradores de cidades vizinhas. Durante a apresentação, um grupo de monges se posicionou em uma galeria, mantendo o ritmo com instrumentos rituais, enquanto o som dos pardais que habitam o local criava um ambiente sonoro peculiar.

Os dançarinos, que surgiram de trás de uma cortina amarela, representaram Mahakala e criaturas míticas como dragões e esqueletos humanos. Cada dançarino seguiu seu próprio ritmo, variando entre movimentos expressivos e outros mais contidos. No centro do pátio, uma estrutura semelhante a um santuário, feita de farinha de cevada e manteiga, representava Mahakala.

Ao final da dança, a escultura foi levada para fora e queimada em um ritual simbólico. Os fiéis acreditam que o fogo consome tudo que é negativo e obstrutivo, purificando o espaço e a comunidade. Essa tradição é uma parte vital da cultura tibetana, refletindo a conexão espiritual e a busca por renovação no novo ano.

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