Um grupo de mulheres trans migrantes, liderado por Moira Camila Garnica, se reúne em uma igreja em Torvaianica, Itália, para orar pelo Papa Francisco, que está internado em um hospital em Roma devido a pneumonia. Muitas dessas mulheres, que cresceram católicas na Argentina, expressam gratidão pela inclusão que Francisco promoveu, temendo que essa abertura possa […]
Um grupo de mulheres trans migrantes, liderado por Moira Camila Garnica, se reúne em uma igreja em Torvaianica, Itália, para orar pelo Papa Francisco, que está internado em um hospital em Roma devido a pneumonia. Muitas dessas mulheres, que cresceram católicas na Argentina, expressam gratidão pela inclusão que Francisco promoveu, temendo que essa abertura possa ser revertida após sua liderança. Garnica, de 47 anos, destaca a importância da empatia da Igreja e a necessidade de continuar ajudando comunidades marginalizadas.
Durante a pandemia, essas mulheres, muitas delas trabalhadoras do sexo, encontraram apoio na Igreja da Virgem Imaculada, onde receberam alimentos e assistência financeira. O padre Andrea Conocchia incentivou-as a escrever cartas ao Papa, resultando em ajuda financeira e até convites para eventos no Vaticano. Carla Segovia, de 48 anos, ressalta que a atitude de Francisco durante a pandemia foi crucial para que se sentissem tratadas como seres humanos, algo que ela considera um passo importante para a aceitação na fé cristã.
A inclusão é um tema central no papado de Francisco, que permite que pessoas trans sejam batizadas e sirvam como padrinhos em certas circunstâncias. As mulheres, que se afastaram da Igreja devido à discriminação, encontraram um novo lar na paróquia, onde o acolhimento do padre Conocchia fez a diferença em suas vidas. Minerva, uma mulher peruana de 54 anos, compartilha sua experiência de apoio e acolhimento, destacando como isso transformou sua vida e a percepção da comunidade em relação a elas.
O padre Conocchia enfatiza que a missão da Igreja é colocar os pobres e marginalizados no centro, refletindo a abordagem de Francisco de não julgar. Ele acredita que a atitude mais aberta do Vaticano pode ajudar a eliminar preconceitos, especialmente entre aqueles que frequentam a missa. As mulheres, frequentemente rejeitadas por suas famílias, veem esse acolhimento como um momento de graça, reafirmando que também têm um papel na Igreja e na sociedade.
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