As duas primeiras noites de desfiles na Sapucaí foram marcadas por uma forte presença de religiosidade e rituais de proteção entre as escolas de samba. Incensos, guias e rituais foram utilizados para atrair boas energias, refletindo a conexão espiritual dos componentes com os orixás. A porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, Selminha Sorriso, destacou a importância […]
As duas primeiras noites de desfiles na Sapucaí foram marcadas por uma forte presença de religiosidade e rituais de proteção entre as escolas de samba. Incensos, guias e rituais foram utilizados para atrair boas energias, refletindo a conexão espiritual dos componentes com os orixás. A porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, Selminha Sorriso, destacou a importância do desfile, afirmando que ele “promete ser memorável” e transcender o Sambódromo.
Na concentração, o pai de santo Luiz Carlos da Silva Gomes incensou carros alegóricos e alas, enquanto o mestre Rodney, responsável pelos ritmistas da Beija-Flor, revelou que carregava guias de proteção sob a roupa. Ele mencionou a importância de pedir proteção a Deus e aos orixás, citando suas crenças e as entidades que o acompanham, como Ogum e Iemanjá. No Salgueiro, as baianas usaram galhos de arruda, um símbolo de proteção contra o mau olhado, enquanto a Imperatriz Leopoldinense trouxe borrifadores com líquido perfumado e incensos de Oxalá.
O desfile da Unidos de Padre Miguel homenageou Iyá Nassô e o Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, o mais antigo templo afro-brasileiro em funcionamento. Durante a apresentação, muitos integrantes pulavam com o pé direito, simbolizando boas energias. A Viradouro, por sua vez, contou a história de Malunguinho, figura emblemática da resistência negra, e incorporou rituais com defumadores e cachimbos, demonstrando respeito às tradições afro-brasileiras.
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