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Cidade cristã de Maalula resiste e preserva o aramaico, língua de Jesus, em meio a conflitos

- Maalula, cidade síria, é um importante centro cristão e fala aramaico. - Após a queda de Bashar al-Assad, ataques a cristãos aumentaram na região. - Moradores enviaram carta ao novo governo pedindo proteção, sem resposta. - Vândalos atacam propriedades cristãs, e a polícia não atua na cidade. - Língua aramaica corre risco de extinção, com apenas 20% fluentes entre os mais velhos.

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A cidade de Maalula, localizada a cerca de 60 km de Damasco, na Síria, é um importante centro histórico e religioso, abrigando as duas igrejas cristãs mais antigas do país. Este local é um dos poucos onde o aramaico, língua falada por Jesus, ainda é utilizado por seus moradores. Recentemente, a cidade tem enfrentado um […]

A cidade de Maalula, localizada a cerca de 60 km de Damasco, na Síria, é um importante centro histórico e religioso, abrigando as duas igrejas cristãs mais antigas do país. Este local é um dos poucos onde o aramaico, língua falada por Jesus, ainda é utilizado por seus moradores. Recentemente, a cidade tem enfrentado um aumento da violência, especialmente contra a comunidade cristã, que é uma minoria na região.

Após a queda do ex-presidente Bashar al-Assad, em 2023, a cidade viu um aumento nos ataques a cristãos, com centenas de mortes relatadas. Os moradores expressam seu medo de serem alvos por sua fé. O padre Jalal Ghazal compartilhou sua experiência de ter sua casa atacada, refletindo a insegurança que a comunidade cristã enfrenta. Em resposta, os habitantes de Maalula enviaram uma carta ao novo governo, pedindo proteção e garantindo que a cidade não permitirá a invasão de sua cultura.

Historicamente, Maalula já foi tomada por forças rebeldes em 2013, resultando na fuga de dois terços de sua população. Embora a cidade tenha sido recuperada, a tensão persiste, com relatos de vingança e vandalismo contra os cristãos. O padre Ghazal destacou a falta de segurança, com a ausência de policiais e a destruição de símbolos religiosos, enquanto a comunidade luta para preservar sua herança.

A preservação do aramaico é uma preocupação crescente, com apenas 20% da população ainda fluente na língua. O morador George Zaarour se dedica a estudar e traduzir textos aramaicos, enquanto o padre Fadi Bargeel busca incentivar as crianças a aprenderem a língua. Apesar das dificuldades, alguns moradores, como Sammera Thabet, mantêm a esperança de um futuro inclusivo para os cristãos na nova Síria.

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