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A cruz: de símbolo de vergonha à veneração na Sexta-Feira Santa

A cruz, símbolo de vergonha para os primeiros cristãos, agora é venerada em cultos na Sexta-Feira Santa, refletindo sua ressignificação ao longo dos séculos.

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A cruz, que é um símbolo importante do cristianismo, passou por uma grande mudança ao longo do tempo. No início, os cristãos viam a cruz como um símbolo de vergonha e morte, já que era usada para executar pessoas de forma humilhante. Eles não a representavam nem mesmo nas catacumbas, onde se reuniam em segredo. A arqueóloga Cayetana Johnson explica que os primeiros seguidores de Jesus tinham medo da cruz. A primeira imagem cristã foi a silhueta de um peixe, que simbolizava Jesus e seus discípulos. A transformação começou com o imperador Constantino no século 4, que legalizou o cristianismo e usou a cruz como símbolo militar após ter uma visão dela antes de uma batalha. A historiadora Joanne Pierce menciona que, antes de Constantino, líderes religiosos já começavam a reinterpretar a cruz. A busca pela cruz onde Jesus morreu, liderada pela mãe de Constantino, Helena, também ajudou a mudar a percepção sobre o símbolo. Com o tempo, a cruz passou a ser representada de forma mais realista e, na Idade Média, ganhou imagens mais sombrias, refletindo a época. Hoje, a cruz é vista como o principal símbolo do cristianismo, lembrando a morte e ressurreição de Jesus.

A Evolução da Cruz: De Símbolo de Vergonha a Ícone de Adoração

A cruz, central nas celebrações da Sexta-Feira Santa (18), passou por uma notável transformação ao longo dos séculos. Inicialmente vista com aversão pelos primeiros cristãos, o instrumento de execução de Jesus evoluiu para um símbolo de adoração e fé.

Nos primórdios do cristianismo, a crucificação era considerada uma pena abominável, especialmente para os judeus. A prática romana, além da crueldade, expunha a vítima nua em público, causando profunda humilhação. Nas catacumbas romanas, locais de culto secreto, não havia imagens da cruz.

Arqueóloga Cayetana Johnson, da Universidade Eclesiástica de San Dámaso, explica que os primeiros cristãos evitavam a cruz por “medo e vergonha”. A execução era vista como um escândalo, realizada por governantes estrangeiros e associada a criminosos perigosos.

A primeira representação cristã foi a silhueta de um peixe, ligada ao grego “ichthys”, acrônimo de “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. O peixe também remetia aos pescadores, discípulos de Jesus, e aos milagres realizados na Galileia.

A mudança começou com o imperador Constantino 1°, que, no século 4, legalizou a fé cristã e adotou a cruz como símbolo militar e pessoal. Segundo relatos, Constantino teve uma visão da cruz antes de uma batalha, e a utilizou em seus escudos, obtendo a vitória.

A historiadora Joanne Pierce ressalta que, mesmo antes de Constantino, líderes religiosos já reinterpretavam a cruz, associando-a à ordem divina no cosmos. A busca pela cruz onde Jesus morreu, liderada pela mãe de Constantino, Helena, em Jerusalém, também contribuiu para a ressignificação do símbolo.

Com o tempo, a representação da cruz evoluiu. Inicialmente delicada e adornada, tornou-se mais realista e, na Idade Média, ganhou imagens mais duras e sangrentas, refletindo os conflitos e a atmosfera da época. Hoje, a cruz é o símbolo máximo do cristianismo, lembrando a morte e ressurreição de Jesus Cristo.

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