Neste domingo de Páscoa, os etíopes celebraram o Fasika, focando em temas como sacrifício, amor e paz, em meio a conflitos e instabilidade no país. Cristãos de várias denominações se reuniram para lembrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A celebração é especialmente significativa devido à violência na região de Amhara e à instabilidade em Tigray, onde uma guerra terminou com um acordo de paz em 2022. O primeiro-ministro Abiy Ahmed pediu paciência e diálogo para promover a reconciliação. Na Catedral Medhane Alem, em Adis Abeba, muitos participaram de serviços religiosos, refletindo sobre o sacrifício de Jesus. Após as cerimônias, as pessoas se reuniram para festas que marcaram o fim de um jejum de 55 dias, destacando a tradição de compartilhar alimentos, como carne crua. Para alguns voluntários, a Páscoa é um momento de ajudar os necessitados, refletindo a solidariedade nas celebrações.
Etíopes celebram a Páscoa em meio a conflitos e instabilidade
Adis Abeba, Etiópia – A Páscoa, conhecida localmente como Fasika, foi celebrada neste domingo pelos etíopes com foco em sacrifício, amor e paz, em um momento de conflitos armados e instabilidade no país. Cristãos de diversas denominações se reuniram para celebrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo.
A celebração ganhou um significado ainda maior devido ao conflito na região de Amhara e à instabilidade em Tigray, onde uma guerra terminou com um acordo de paz em 2022. A data religiosa se tornou um momento de reflexão e esperança para muitos etíopes.
O primeiro-ministro Abiy Ahmed enfatizou a importância do diálogo e da reconciliação. Em declaração, Ahmed afirmou que “é preciso paciência, humildade e sacrifício para alcançar o diálogo e a reconciliação para curar uma nação”.
Grandes congregações participaram de serviços na Catedral Medhane Alem, em Adis Abeba, demonstrando devoção por meio de orações e gestos de fé. O sacerdote Leul Adbaru incentivou os fiéis a refletirem sobre o sacrifício de Jesus Cristo.
“Os etíopes devem acreditar, compreendendo por quem Jesus Cristo morreu na cruz em Calvário”, declarou o sacerdote. Após os serviços religiosos, a população participou de festas que marcaram o fim de um período de jejum de 55 dias.
A tradição de compartilhar alimentos, incluindo carne crua, foi um destaque nas celebrações. Fitsum Getachew, um trabalhador informal, aguardou horas para ser servido em Medhane Alem, juntando-se a centenas de fiéis na refeição.
Para voluntários como Mulumebet Jembere, a Páscoa é um momento de caridade e solidariedade. A preocupação com os mais necessitados foi um tema central nas celebrações. A Agência Associada (AP) recebe apoio financeiro da Fundação Gates para cobertura de saúde global e desenvolvimento na África.
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